Esses dias fui abordada por uma pessoa que me deu os parabéns por ser “corajosa” em assumir que tenho silicone e fui lipada. Sim, entre aspas.
Porque em teoria, não há coragem em dizer a verdade. É um simples ato de ser sincera.
E, falando em ser sincera, acho que dizer a verdade me torna mais atraente aos olhos de pessoas maduras. Meu orgulho? Assumir que lutei para mudar o que não me agradava. Saber valorizar o trabalho que tive em juntar o dinheiro, enfrentar a sociedade e todo tipo de crítica/preconceito quanto às cirurgias. Me faz sentir ainda mais mulher.
Só porque meu peito é de silicone, minha mente não é de plástico. Nem meus ideais.
O que me faz realmente mulher? Essa mulher define:
Aviso da Lua Que Menstrua
Elisa Lucinda
Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua…
Imagine uma cachoeira às avessas:
Cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
Às vezes parece erva, parece hera
Cuidado com essa gente que gera
Essa gente que se metamorfoseia
Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
E ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
Mas é outro lugar, aí é que está:
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
Que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
Transforma fato em elemento
A tudo refoga, ferve, frita
Ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
É que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
É que tô falando na “vera”
Conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
Delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
Ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
Já se alcança a “cidade secreta”
A atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
Cai na condição de ser displicente
Diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
Que a mulher extrai filosofando
Cozinhando, costurando e você chega com mão no bolso
Julgando a arte do almoço: eca!…
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
Tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
Então esquece de morder devagar
Esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
Chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. de leite.
Vaca e galinha…
Ora, não ofende. enaltece, elogia:
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite
Pensando que está agredindo
Que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
SaiDaqui
Por um mundo com pessoas mais diretas.
Que falem mais o que sentem. Evitem briga desnecessárias e que assuntos pequenos se tornem grandes bolas de neve.
Que sejam mais sinceros. Digam quando não gostarem do novo corte de cabelo da namorada, ou que aquele vestido a deixa mais gorda.
E que as mulheres aceitem esses tipos de verdades. Parem de tanta manha, charme, cu doce e mimimi. Que elas parem de fingir que quando um homem diz algo sincero, é o fim do mundo. Como se fosse o apocalipse em forma de palavras urrando que ter desejos sexuais por ela é crime federal e pecado capital.
Particularmente, acho lindo quando um homem sabe ser sincero quanto às suas intenções e ao mesmo tempo consegue não perder o respeito ou ser grosseiro no que diz. Verdade é afrodisíaca.
E, não me entendam mal: não é pra chegar na mina dizendo que quer comê-la vigorosamente no fim da noite. Até porque, sou romântica assumida (incontrolável e irreparável, até) e acho que todas as fases de conquista, surpresas, descobertas e paixonites agudas devem existir em seu determinado tempo. É lindo e todo relacionamento precisa disso, desde o começo.
O ponto é que dizer o que pensa não deveria ser tão difícil.
Conversar sobre algo que incomoda sem se acomodar calado. Dar opinião sincera sobre o sapato laranja fluorescente com bolinhas roxas que ela decidiu comprar. Assumir que não gosta de futebol e que não tem interesse se o time dele ganhou no fim de semana. Pedir que ela compre uma lingerie mais ousada, porque você gosta. Pedir que ele jogue fora aquela cueca já sem elástico, porque a incomoda.
E que falar sobre posições favoritas no sexo seja tão natural quanto decidir onde será o jantar do fim de semana.
Menos tempestade em copo d’água. Mais amor e bom humor.
Tão simples e ainda tão utópico. Que tal começar?
SaiDaqui!
Algumas coisas no mundo deveriam ser proibidas por lei; como se despedir de uma mãe que mora longe, por exemplo.
De fato, despedidas nunca foram meu forte, já que meu coração deve ser feito de um cubo de manteiga que se derrete instantaneamente em toda e qualquer situação que emocione. Principalmente naquelas que tem ligação com família. Mais principalmente ainda se elas tem à ver com minha mãe.
Nossa relação sempre foi muito boa. Alguns choques no meio do caminho que fizeram parte, fortaleceram o convívio e nos aproximaram ainda mais. Talvez porque sejamos parecidas demais. Talvez porque simplesmente faça parte do ciclo “mãe e filha”. Hoje, somos grandes amigas e não temos papas na língua: nos falamos sempre o que dá vontade de dizer na hora.
Saí de casa aos 17 anos, clamando por independência. Não me arrependo de nada, conquistei muita coisa e muito cedo. Mas hoje, moro há mais de 1000km de distância, e confesso que faria de tudo para tê-la novamente por perto. Porque não há amor que baste quando estamos juntas.
Vê-la é sempre de acalmar a alma, esquentar o coração que às vezes se esquece de amar mais e mais. É como se fosse uma dose constante de adrenalina e festa dentro de mim, só de saber que ela está por perto. Saber que se eu ficar doente, tem colinho ali. Se eu quiser chorar, ela vai me ouvir. Se eu tiver novidades boas, é pra ela que vou contar primeiro.
Sou muito de toque, contato. Cheiro, gosto, abraço e beijo. Olhar no olho dela e dizer que a amo num abraço. É disso que mais sinto falta. Engraçado como as coisas são: quando eu era adolescente, morria de vergonha de dizer “eu te amo” pra ela. Achava piegas demais.
E cá estou hoje, gritando aos quatro ventos que não vivo sem ela. Aquela que não é perfeita, mas que me torna muito mais feliz. E que de novo, eu faria de tudo para ter por perto novamente.
Mãe, obrigada pela visita. Pela dose de amor. De humor. De ânimo. Pela diminuição da saudade. Por matar a saudade lembrança que eu tinha do teu cheiro. A vontade que eu estava da sua comida. Pelos abraços e beijos que eu tanto quis enquanto você não estava aqui. Por todos os momentos que eu só parei e fiquei te olhando, para tirar fotos com a mente e ficar me deliciando ao lembrar deles depois.
Eu te amo. E ainda vou ficar perto de ti pra sempre, porque se saudade nunca matou ninguém, eu corro um grande risco de ser a primeira vítima.
SaiDaqui! (Não sai não. Você mora no meu coração!)
Cada vez menos eu acreditava no que ninguém era capaz de me explicar. Ninguém me convencia de nada: não tinham argumentos plausíveis. Há anos havia desistido de qualquer tipo theo-24 cr de religião. Recusava-me a discutir qualquer assunto relacionado ao que não se pode tocar.
Confesso que por um tempo, tive até um certo rancor por pessoas que acreditavam cegamente em alguma crença a ponto de tentar convencer todos à sua volta que sua “verdade” era a verdade absoluta. Hoje eu tenho pena. Porque são seres que precisam tanto convencer a si próprios daquilo que falam e acabam esquecendo que todo e qualquer caminho levam ao bem absoluto. Querer o bem comum nunca dependeu de religião alguma.
Eu havia me esquecido disso por um tempo. Hoje, eu sinto é pena de quem não entende isso.
Há tempos eu queria escrever esse post. Na verdade, há tempos atrás um amigo sugeriu o tema. Decidi acatar.
Tenho certeza que vão faltar algumas verdades. Sintam-se à vontade para adicioná-las nos comentários.
Mas é que me irrita certos pensamentos bobos por aí. Gente que não entende que certas coisas não vão mudar. Nunca.
Existem várias verdades absolutas quando o assunto é sexo.
Tentarei ser o mais clara e direta possível. Vamos lá?
- Olhar não tira pedaço. Meu querido ou querida: Tá bom que é chato pegar o outro olhando a bunda alheia, mas ficar bravo(a) por isso é ridículo! Todo mundo olha, e seu parceiro também tem o direito de olhar.
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- Ninguém é perfeito. Se você quer um príncipe que cavalgue num cavalo branco, provavelmente ele fume, não goste das suas músicas ou abomine seu animal de estimação. Ou você, que quer uma princesa super inteligente e bonita, provavelmente ela sofra de uma horrível TPM, não goste de futebol e tenha pés chatos. Sabe aquela história de que no amor aceitamos os defeitos dos outros? É verdade. Cheguem em meios termos. Ou morram sozinhos.

- Falar como criança em público É vergonha alheia. Tudo bem se vocês fazem isso dentro de casa. Mas tchutchuca e putuco em vias públicas é no mínimo, embaraçoso. Deveria ser crime. Segure a emoção. Use os aceitáveis: amor, babe, e etc.
- Homem gosta de punheta. É fato, e não há mal nenhum nisso. E daí se você faz bem seu serviço na cama? Isso não o impede de querer descascar a banana quando bem entender. Outra coisa ridícula para se ficar brava.
- Pornô não é traição. Muita gente gosta de pornô. Qual o problema do seu parceiro gostar? Pare ser ridículo(a) e assista junto com ele. Ainda te traz uma boa chance de um belo sexo no fim das contas.
- Ele vai querer comer seu toba. Você pode comprar uma lingerie por semana, fazer acrobacia na cama, deixá-lo absurdamente acabado de prazer e ser maravilhosa em muitas coisas sexuais. Não interessa. Ele vai querer comer seu cu em toda oportunidade que surgir. Aceite isso. Depende de você deixar isso acontecer ou não.
- Ele vai querer gozar na tua cara. Mesma decrição do item anterior. É tara mundial. Aceite.
- Menage. Sexo a três vai sempre ser uma fantasia. Geralmente para nós mulheres é mais disturbing, por assim dizer, uma vez que temos que não deixar sentimentos se envolverem na aventura. De novo, se você for bem resolvida quanto à isso, pode ser uma baita experiência gostosa.
- Não dar assistência VAI te tirar a preferência. Homem ou mulher, se você ficar com muita frescura, dorzinha de cabeça pra lá, falta de vontade de transar aqui e ali, e otras cositas más, você será o único responsável por abrir a porta da concorrência para que se aproxime. E ganhar um belo par de chifres vai se tornar uma opção.

Claro que ainda devem faltar milhares de verdades. Talvez eu faça mais uma seleção algum dia. Espero que tenham gostado dessas. Comentem!
Agora SaiDaqui!
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