Sobre o #BlogBeach

Inicialmente, eu só posso dizer que o #BlogBeach me surpreendeu em todos os aspectos.

Como foi a primeira vez que participei de um evento de blogueiros/nerds/geeks ou qualquer outra definição, fiquei com um pouco de receio em participar.

Imaginei de cara que a cena comum do lugar seria composta por muitos nerds com seus laptops e celulares, mais ocupados em tuitar o que acontecia ao redor invés de curtir as pessoas que estavam ali, presentes na vida real.

Cena mental clássica:  Todos de roupa, tímidos em suas respectivas panelinhas de mais famosos, com um único assunto nas 48h de evento: Internet.

Para minha sorte, eu estava TOTALMENTE WRONG.

A começar pelas pessoas, que me receberam de braços abertos e já foram trocando experiências dos mais diversos assuntos logo de cara. Tudo isso banhado em uma boa cerveja e uma tragada de narguilé.

Conheci finalmente alguns @ que eu só tinha contato virtual, e mais uma vez provei pra mim mesma que eles eram ainda mais divertidos na vida real. Porque convenhamos, NADA substitui um abraço.

Todos fizeram jus ao lema do evento: “Porque a internet é feita de pessoas” – E pessoas essas, que ali deixaram sua vida online de lado (claro que a ausência de sinal 3G ajudou um pouco) e foram aproveitar a vida real. Com risadas, abraços, beijos, dança, cantoria desafinada, voley e futebol na areia da praia. Aliás, vale ressaltar: Que praia linda! *.*

Em suma, #Blogbeach foi sinônimo de risada, bebida, sol e mar. O bom humor reinava e todo mundo se mostrou disposto a conhecer gente nova, e fazer novos contatos para futuras parcerias profissionais, tivesse ele 100 ou 10.000 seguidores.

E a melhor parte? Tudo isso com uma organização MARAVILHOSA, num clima MUITO descontraído, cheio de videocassetadas – incluindo pessoas vestidas de frango caindo numa rampa de areia dentro de um carrinho de supermercado (Sim, pasmem) à dançar macarena em rede nacional –  todos os nerds provaram que acima de tudo, são humanos e gostam da vida longe da tela do computador.

Em uma palavra? #Blogbeach foi ÉPICO. Além de contatos profissionais, eu trouxe de lá novos amigos. E já não vejo a hora de participar ano que vem ;)

Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 29 de março de 2011
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Em algum lugar no meio da vida virtual e da real…

Ontem, conversando com uma pessoa sobre blogs e vida virtual, lembrei-me desse texto da @Babiarruda que li há um tempo atrás. E confesso que concordo com ela:

“O que posso dizer é que somos seres únicos, pensamos, sentimos e agimos de formas diferentes. As pessoas não são robôs e sim, possuem sentimentos e estão sujeitas a oscilações de humor e de amor. O mundo virtual aproxima caracteres, concilia afinidades e traz as pessoas para o mundo real, e isso é indiscutível.”

second_life

Vida virtual versus vida real vai sempre ser uma interrogação. Até onde confiar nas pessoas do mundo virtual? Quem são aquelas pessoas na vida real? É saudável e excluir do mundo real e viver na frente de um computador? É fácil abstrair o mundo virtual e não ter contato com pessoas de outros lugares?

Não sei. Não sou psicóloga, não sou médica, muito menos entendida de tudo. Mas sei que tudo que é extremo, faz mal. Minha opinião pessoal é que amigos virtuais podem e devem existir SIM. Cada vez mais as sensações  e sentimentos se espalham até no mundo surreal que a Internet criou. Não vejo problemas em fazer amigos do outro lado do mundo com quem você possa conversar às 4h da madrugada quando estiver com insônia. Muito menos em desabafar com alguém via MSN quando não se pode pegar um avião e correr para o colo da mamãe (acreditem, eu faço muito disso!)

Por outro lado, não se pode descartar o contato. O olhar. O toque. O cheiro. Sentar na mesa de bar para se embriagar com aquele amigo doido de pedra, ou ir no cinema com aquela amiga fofa pra chorar na comédia romântica que ninguém mais iria contigo. Sociabilizar-se.

E porque não unir o melhor dos dois mundos?

Tornar amizades virtuais em reais. Conhecer pessoas nunca fez mal à ninguém. Viaje, troque experiências. Conhecimento. Arrisque um pouco (sempre com cautela ante ao desconhecido, ok?), descubra que ele não é nada como parecia na foto do Twitter. Beije aquela gata que fica muito mais bonita ao vivo do que na foto do Facebook. Se irrite com aquele cara que parecia tão legal pelo Orkut, mas que é um mala na vida real. Descubra as pessoas.

Tire suas máscaras virtuais sempre que possível. Use Internet como recurso de novas amizades, mas não esqueça que a vida é vivida em carne e osso.

Resumindo: Use o Twitter para chamar os amigos, mas não leve o notebook pro boteco. Entendeu meu ponto?

Relacione-se. Na vida real. Na vida virtual. Na vida imaginária. Onde quiser. Somos todos feitos de sociabilização. De contato. Não acha?

E SaiDaqui!

@amanda_arm dia 17 de agosto de 2010
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