Faço parte de uma geração que se diz livre, mas que adora cagar ditar regras.
Pior que isso: seres que estão construindo suas vidas em redes sociais, baseando-se pura em simplesmente em suas tão ditas “verdades”. Fazendo dos seus quartos seus próprios e únicos mundos.
Quando a vida real deixa de ser fator principal, e o contato físico com outros seres acaba se tornando incômodo. Gente que vive vomitando regras de como escrever, como tuitar, o que dizer, quando responder….menos de como sair pelo mundo, quebrar a cara e aprender na marra.
Gente essa, que de tanto tentar padronizar a vida alheia, faz tudo errado e deixa tudo acabar em caos. Seres que pensam estar sempre certos, que não se interessam pelo que os outros pensam ou não dão valor aos sentimentos alheios. Vive numa bolha. No escudo que criou atrás de uma tela de computador.
E sabe o que é pior? Essa vida, TAMBÉM é real. Porque você passa a ser parte de uma realidade onde ficar o dia todo na frente de um computador, de pijama, comendo tudo que há na geladeira e tuitando sobre sua vida perfeitinha é o auge do seu ser.
Dá para ter uma noção do quanto nossa geração é perigosa? Essa, que está construindo e destruindo valores e hábitos.Criando mundos de fantasia, onde não existem problemas e tudo está sempre bem.
Sem exercício físico, sem amigos criados ao acaso, vindos de um tropeção ou uma bola que caiu no vizinho. Aliás, que bola? Mais fácil pegar o controle do vídeogame né? Pipas empinadas por um controle de Wii. Boliche sem precisar sair de casa.
Relacionamentos com beijos na boca apenas imaginários.
Onde vamos parar?
SaiDaqui!
Hoje temos participação especial do nosso queridíssimo Maiquel Borges (@guribom). Eu ATOREI *.* E você? Concorda com ele?
Todos os dias você segue uma rotina igual ou muito semelhante e ficando em casa ou indo pro trabalho, se senta em frente ao computador e começa uma sessão de 3 ou 9 logins.
É twitter, facebook, orkut, msn, reader, email, sistema interno, tumblr, flickr, flog….
Você compartilha instantaneamente com dezenas, centenas, milhares de pessoas tudo que pensa, que faz, como faz, do que gosta, onde está e o que está fazendo.
Definem como redes sociais estes sites onde você realiza tarefas de interação com outras pessoas.
Você expõe sua vida por completo e conhece outras pessoas que o fazem também.
Sim mas e daí?
Bom, é como uma vida virtual, realizando as mesmas tarefas que realiza materialmente, você gera conteúdo e o divide com estas pessoas que fazem o mesmo.
Produzindo ou reproduzindo videos, musicas, fotos, fatos, noticias, segredos e toda sorte de (in)utilidades triviais.
Quando se dá conta, você está dividindo, compartilhando e interagindo com pessoas que seria muito difícil ou mesmo impossível de conhecer na vida real.
Até porque você não vai chegar num completo estranho no meio de uma festa dizendo coisas como “nossa olha que foda esse som do Chemical Brothers” ou “olha minhas fotos do por do sol no Guaíba” ou ainda “mano essas algemas tão muito baratas, vou encomendar duas”.
Logo a internet quando bem utilizada, serve como uma ferramenta social bastante eficaz.
Por isso, quando menos espera, acontece um contato imediato de alto grau. Um completo estranho manda uma requisição pra te seguir no Twitter, ou comenta algo que tu escreveu, ou te adiciona no orkut, facebook, flickr à lista de contatos e aparecem as idiossincrasias e lá vai você pensar “puxa, não sou só eu que penso isso” ou “não creio que ele lembra daquela cena no filme” ou “caralho que musicas fodas que esse cara curte”, ainda que a melhor seja “mano que lazarenta de gostosa”.
Acontece uma, duas, vinte ou cinquenta vezes por dia.
Dali a pouco a coisa evolui pra vida pessoal, as pessoas começam a sair, ir nas mesmas festas, apresentam seus novos amigos pros amigos antigos e os antigos pros novos e quando vê, vocês estão viajando juntos, trabalhando juntos, namorando ou apenas fazendo sexo, ou trocando segredos. Ou ligando no dia do aniversário e trocando elogios como “cuzona” e “diabo das taquarera”, são as pessoas que você chama de “cuzão” de “viadinho” ou que crê serem a sua “metade fêmea” no mundo.
Cara, sim eu digo, amizades verdadeiras, não tem hora ou lugar para acontecerem, pode ser num porre, numa partida de críquete nas pradarias britânicas, numa porta de banheiro numa fila do SUS ou num fórum de discussão sobre compatibilidade de SSDs com recurso de Train em determinada Serverboard.
Não compreendo as pessoas que não crêem no poder da conexão virtual. Ela é como qualquer acontecimento ocasional na vida. Pode estreitar afinidades e tornar muito próximas pessoas com coisas em comum.
Você consegue manter contato com gente que dificilmente você vê todos os dias ou pode ligar pra saber como estão.
Ainda tem a oportunidade de conhecer melhor aquelas pessoas que só de relance vê durante alguma fortuita oportunidade.
A dona desta biroska aqui, nossa amadissima @amanda_arm é a paixão não sexual da minha vida. Uma mulher inteligente, fodástica que arrota e que me faz rir muito (bêbado ou não). E nos conhecemos onde? Twitter meus caros.
Num acaso completo como sempre ocorre.
Assim como ela, fiz amigos sem os quais não consigo viver hoje em dia. Cito como exemplos sem pensar o @plentz, a @bbibs além da já citada bacolina (apelido interno).
Dizem que a internet está no seu auge. Que temos recursos suficientes pra quase qualquer coisa que seja necessária.
Mentira, ela não mata saudades ainda.
Ao passo que o amor cresce como um feijãozinho num copo com algodão, a saudade cresce como a fome na barriga verminosa do senegalês.
SAIDAQUI!
Ontem, conversando com uma pessoa sobre blogs e vida virtual, lembrei-me desse texto da @Babiarruda que li há um tempo atrás. E confesso que concordo com ela:
“O que posso dizer é que somos seres únicos, pensamos, sentimos e agimos de formas diferentes. As pessoas não são robôs e sim, possuem sentimentos e estão sujeitas a oscilações de humor e de amor. O mundo virtual aproxima caracteres, concilia afinidades e traz as pessoas para o mundo real, e isso é indiscutível.”

Vida virtual versus vida real vai sempre ser uma interrogação. Até onde confiar nas pessoas do mundo virtual? Quem são aquelas pessoas na vida real? É saudável e excluir do mundo real e viver na frente de um computador? É fácil abstrair o mundo virtual e não ter contato com pessoas de outros lugares?
Não sei. Não sou psicóloga, não sou médica, muito menos entendida de tudo. Mas sei que tudo que é extremo, faz mal. Minha opinião pessoal é que amigos virtuais podem e devem existir SIM. Cada vez mais as sensações e sentimentos se espalham até no mundo surreal que a Internet criou. Não vejo problemas em fazer amigos do outro lado do mundo com quem você possa conversar às 4h da madrugada quando estiver com insônia. Muito menos em desabafar com alguém via MSN quando não se pode pegar um avião e correr para o colo da mamãe (acreditem, eu faço muito disso!)
Por outro lado, não se pode descartar o contato. O olhar. O toque. O cheiro. Sentar na mesa de bar para se embriagar com aquele amigo doido de pedra, ou ir no cinema com aquela amiga fofa pra chorar na comédia romântica que ninguém mais iria contigo. Sociabilizar-se.
E porque não unir o melhor dos dois mundos?
Tornar amizades virtuais em reais. Conhecer pessoas nunca fez mal à ninguém. Viaje, troque experiências. Conhecimento. Arrisque um pouco (sempre com cautela ante ao desconhecido, ok?), descubra que ele não é nada como parecia na foto do Twitter. Beije aquela gata que fica muito mais bonita ao vivo do que na foto do Facebook. Se irrite com aquele cara que parecia tão legal pelo Orkut, mas que é um mala na vida real. Descubra as pessoas.
Tire suas máscaras virtuais sempre que possível. Use Internet como recurso de novas amizades, mas não esqueça que a vida é vivida em carne e osso.
Resumindo: Use o Twitter para chamar os amigos, mas não leve o notebook pro boteco. Entendeu meu ponto?
Relacione-se. Na vida real. Na vida virtual. Na vida imaginária. Onde quiser. Somos todos feitos de sociabilização. De contato. Não acha?
E SaiDaqui!
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