Não seja uma pessoa enrolada

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Sabe, cansa. Estamos em 2018 e não conheço ninguém no mundo que goste de perder tempo. Infelizmente, ainda somos cercados de todos os lados por pessoas enroladas e meu Deus, como elas atrapalham o bom andamento do dia, do planejamento, da vida. No fim, eu só tenho uma pergunta: pra quê?

Não seja o cara do “vai ver se dá”, que “talvez consiga ir”, nem do “vamos marcar qualquer dia”. Seja direto. Seja honesto. Não assuma compromissos que você sabe que não vai cumprir depois. Não crie falsas esperanças onde não existe real intenção de cumprir com seu lado do acordo. Eu sei, pode parecer bobo, mas esse tipo de coisa pequena machuca as pessoas do outro lado da situação. Já parou pra pensar que aquela pessoa pode ter se planejado toda por um “sim” seu que no fundo, era só um talvez e logo virou um não? Já imaginou o estrago que um  simples “eu apareço lá” pode causar numa pessoa ansiosa? Alguma vez passou pela sua cabeça que um ato tão bobo, mesmo não intencional, tenha machucado uma pessoa e pior: saber que poderia ter sido evitado se você simplesmente tivesse sido mais direto?

Pois é. Tratar todas as situações com dedos demais ou promessas falsas tem uma grande tendência a destruir relacionamentos (todos os tipos deles). Primeiro porque a pessoa passa a desacreditar da sua palavra (e afinal, que tipo de seres humanos somos quando nossa palavra deixa de valer?).  E daí, meu amigo, temos um caminho sem volta entre a quebra de confiança e assistir de camarote aquela pessoa indo embora (sem volta) da sua vida.

Por isso, fica aqui meu apelo: seja direto. Seja honesto. Por si mesmo mais que pelos outros. Own your shit. Mesmo que às vezes cause desconforto nas pessoas, mas que isso sirva para que você consiga conviver com seus próprios atos. Faça com que sua palavra valha de algo. Tenha crédito como ser humano, seja conhecido por viver/fazer o que diz.

Não transforme seus relacionamentos em bolas de neve: é num piscar de olhos que o mesmo enrolômetro de um simples aparecer no happy hour toma conta das maiores decisões da sua vida. É quando você só promete que vai casar com aquela pessoa, mas se recusa a fazer planos concretos. Quando você só diz que está insatisfeito no trabalho e não faz absolutamente nada para que a situação mude.  Quando você só acha que quer ter filhos, um dia, talvez. Quando escreve metas de ano novo mas não cumpre. Quando jura que vai parar de fumar. E todas as outras situações que sempre e quando promete algo sem perceber que essas falsas/indecisas promessas impactam diretamente em outras vidas (ou pior, na sua própria consciência). A regra é clara: respeite a si mesmo e aos outros.

Falo por mim: eu prefiro um não a um talvez. Prefiro uma verdade direta que me machuque do que o nuance das omissões de reais intenções. Prefiro ter por perto poucas pessoas honestas e diretas do que viver cercada de pessoas enroladas.  É que com o tempo percebi que pessoas enroladas nos afundam em seu próprio atraso de vida: somos engolidos por decepções, omissões e expectativas constantemente frustradas antes de perceber que basta (e nesse momento, já machucamos involuntariamente a nós mesmos nesse processo).

No fundo, a verdade é que o mundo precisa de mais transparência, em todos os aspectos. Sugiro que comecemos por nós mesmos.

autor: Amanda Armelin

Bocuda, nerd, tatuada. Cervejeira de carteirinha e louca por cachorros (principalmente bulldogs). Além do sorriso no rosto, mantém paixão absoluta por bacon e sexo.

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