A bebida falando…

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Eu trocaria minha vida por uma noite com você.
Largaria tudo agora mesmo pra tomar um whisky, provar teus beijos (esses que a minha imaginação já recriaram tantas vezes) e contornar suas formas com as pontas dos meus dedos. Esqueceria o mundo pra encarar teus olhos de cigano por alguns minutos, até que você perdesse o jeito ou me devorasse com pequenas mordidas literais, cheias de vontade do que ainda não aconteceu.
Me faria moleca, travessa e sapeca, que te olha com desejo enquanto morde o canto dos lábios, num chamado silencioso de quem quer ser tomada, questionada e apesar de não parecer, cuidada. Que cada toque seu conteste todas as deciões que já tomei até aqui. Que eu sinta que está tudo errado, mesmo quando nesse mundo de quatro paredes, pareça tão certo.
Algo me diz que ao teu lado o tempo pararia. Que as preocupações todas iriam embora. Que eu deixaria pra amanhã a dor de estômago, a inquietude da alma. Que finalmente eu viveria meu hoje, e que não me importaria (talvez até insitisse) em dividí-lo contigo. Que deixaria você me ajudar a planejar o amanhã, esse futuro tão próximo que sempre pertenceu só a mim.
E que nele também houvesse você, por opção minha, e sua.

Amanda Armelin dia 13 de novembro de 2014
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É um daqueles dias…

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Hoje é um daqueles dias.

Cinza. Monótono. Arrastado. Corriqueiro. Chato.
São esses dias com revoadas de guarda chuvas e de gente mal-humorada que a certeza que eu sempre tive fica ainda mais evidente: eu não pertenço aqui. Nunca fiz parte dessa gente que não sabe dar bom dia, pedir desculpas ou se levantar para os idosos e grávidas.
Mais do que nunca, me agarro à história de um livro qualquer, só pra tentar fugir da realidade tenebrosa de gente feito boi caminhando para o abate que se espreme, se aperta, se emaranha. Eu fecho os olhos por dois segundos, na esperança ingênua de que o teletransporte aconteça, que uma nave espacial me sequestre ou que até mesmo tudo pare.
Infelizmente, nada acontece. A vida continua com pressa, sem educação e por necessidade. É como se na minha cabeça as coisas passassem em câmera lenta enquanto o moço de terno empurra a senhorinha de turbante para dentro do trem, e tudo parece tão normal que nem mesmo ela se incomoda com a situação. O senhor ao meu lado direito fede, a menina lá no meio do vagão escuta música de mal gosto tão alta que incomoda todos os passageiros. Mas ninguém faz nada. Porque aqui, as pessoas evitam interações.
Nunca vou conseguir entender como é ok empurrar alguém para dentro do trem, aproveitar-se da multidão com segundas intenções e ao mesmo tempo, como é inadmissível pedir gentilmente que uma pessoa diminua o volume da sua música ruim. É engraçado como as pessoas se incomodam com pouco e ao mesmo tempo, preferem continuar incomodadas do que tentar resolver situações simples.
É mais um dia daqueles, em que dá preguiça de acordar, ânimo zero de trabalhar e qualquer mínima chance de ir embora, eu aceitaria.
Mais um dia daqueles, em que qualquer coisa me explode, desanima e sufoca. O dia não passa, a chuva não para e nada rende. O dinheiro não rende, o estômago dói, nada está bom: nem a aparência, nem o humor, nem a alma.
Está tudo chato, sombrio e sem sentido. O que eu tô fazendo aqui?
É, é um daqueles dias. Espero que amanhã faça sol (por dentro de mim).
Amanda Armelin dia 4 de novembro de 2014
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Menos bipolaridade, por favor

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Sabe o que é? Tudo que é contraditório e bipolar, cansa.

Cansa ver gente que compartilha “mais amor por favor” e não pede desculpas quando tromba em alguém na rua. Que compartilha fotos de cachorros que precisam de um lar, mas não se mexem quando encontram um precisando de algo na vida real.

Cansa ver uma parada gay tão linda e homofóbicos que ainda espancam pessoas por uma opção sexual contrária da sua. Cansa saber que o trabalho é ótimo, mas que só para chegar nele, você vai perder 2h enlatado no transporte público. Que o salário é bom, mas que não vai sobrar nem tempo e nem disposição para gastá-lo da maneira que você planejou.

Desanima, conhecer gente que diz que vai ficar pra sempre, mas te descarta no primeiro sinal de dificuldade. Gente com metade da sua capacidade que ganha o dobro, só porque você não puxou o saco das pessoas certas. Gente que fala demais e faz de menos, em geral.

As pessoas escrevem textos e pregam em suas redes sociais coisas lindas e puras, com teorias maravilhosas e soluções mágicas de uma vida de selfies e frapuccinos no instagram enquanto na vida real, não sabem dar bom dia para o porteiro do prédio em que trabalham.

O digital é o meio de projetar tudo que gostaríamos de ser, e ali, mostramos só o que pode causar inveja, ser bonito ou passar tons de felicidade. Na internet todo mundo é o que quiser ser, e, apesar disso não ser errado, fica errado quando não condiz minimamente com o que se vive no mundo real.

As redes sociais deviam ser um complemento de nossos ideais, não apenas uma projeção deles. Mais consistência e menos bipolaridade, por favor.

Amanda Armelin dia 8 de outubro de 2014
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Somos a geração de mulheres chatas

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Não faz nem um mês eu disse aqui que a melhor desculpa de uma mulher que está sozinha é que não tem homem no mercado. É muito boa. Mas tem uma que disputa à faca o primeiro lugar: estou sozinha porque os homens têm medo de mulheres independentes.
Uma ova.
E posso afirmar: a cada minuto que você reclama, tem outra mulher também independente e bem sucedida – mas muito mais esperta do que você – sendo bem sucedida na dança do acasalamento. E você aí, sozinha no bar com as suas amigas independentes, com suas bolsas caras, indo dormir sozinhas, reclamando da morte da bezerra e dos homens. Aqueles ingratos.
Não sei de onde tiraram essa ideia de que a vida só mudou para as mulheres. Não é possível que a gente acredite mesmo que fomos criadas para ganhar o mundo, estudar, disputar vagas de trabalho, fazer o imposto de renda, encarar hora extra, sair sozinha com as amigas, e que ninguém contou nada aos homens. Enquanto isso, os pobres empacaram no tempo e, portanto, hoje temos que conviver com trogloditas que ainda esperam casar com a dona Baratinha.
Tenho um irmão 11 meses mais novo do que eu. Crescemos na mesma casa, com os mesmos pais. Nós dois vimos minha mãe trabalhar a vida inteira, chegar em casa muitas vezes depois de todo mundo, dividir as contas da família no papel, fazer uma comida mais ou menos, viajar sozinha no Carnaval porque meu pai sempre detestou os dois.
Saídos da mesma fôrma, eu ganhei o mundo. Meu irmão casou antes dos 20 anos. Não estou contando nenhuma história que não seja a mesma de quase todo mundo que eu conheço. Esse discurso de que os homens não estão preparados para essa nova mulher seria revolucionário na época da minha avó, que se separou aos 50 anos, decidiu aprender a dirigir, fez vestibular para educação física e foi procurar emprego – porque, até então, o único duro da vida da dona Dorah tinha sido criar quatro filhos. Talvez tenha ficado mal falada na cidade. Mas era a minha avó, no tempo da minha avó.
Essa ladainha em 2014 não dá.
Quando é que a gente vai cansar de se fazer de vítima e parar de encarar os homens como incapazes? Se a gente se adaptou aos novos tempos, eles também. Ainda precisamos de ajustes aqui e ali, mas está tudo bem.
Eu não convivo com homens despreparados para essa nova mulher que sou eu, você e quase todo mundo. Tenho amigos homens, e eles querem, sim, mulheres parceiras e não dependentes. Choram no meu ombro por causa de pé na bunda. Reclamam de mulher que não vale nada. Ficam perdidos sem saber como agradar essa fulana que, na verdade, não sabe o que quer porque cresceu acreditando que pode querer tudo. E pode. Só deveria parar de encher o saco.
Fizemos as nossas escolhas, eles fizeram as deles. Nenhuma mulher é igual. Assim como qualquer cara pode vir com mil variações do que a gente aprendeu a conhecer por macho. Tem todo tipo por aí. Mas com todos os requisitos que a tal nova mulher – que de nova não tem nada – quer, não sobra um na face da terra que baste.
Inteligente. Óbvio. Antenado. Com certeza. Remediado. Tem remédio? Fodão. O tempo todo. Bem humorado. É o mínimo. Frágil. Nem pensar. Imaturo. Socorro. Machista. Deus me livre. Glúten free. Pra quê? Fiel. Possível. Rico. Com a graça de deus. Comprometido. Por que não?
Esqueça.
Eu agradeço por nunca ter tido um único namorado que não me quisesse da forma como eu fui criada. Ganho o meu dinheiro, bebo uísque, gosto de futebol, dirijo super bem, cuido do meu imposto de renda sozinha. Sei pregar botão, ainda que torto, não sei nem por onde começa a receita de suflê de cenoura, só vou ao supermercado pra comprar vinho e no dia em que tive que aprender a diferença de alvejante e água sanitária, dei um Google.
Compro bolsas caras, saio sozinha com as minhas amigas e nunca fui cobrada por ter que trabalhar domingo ou terça à noite. Neste momento em que escrevo e tomo vinho tem um cara lá na cozinha preparando o jantar. Um cara que me escolheu do jeito que eu sou, que vibra com as minhas vitórias e me salvou de jantar miojo ou cerveja pelo resto da vida.
Meus pais nunca perguntaram quando eu iria casar ou quando lhes daria netos. Mas sempre torceram que eu encontrasse um companheiro para dividir a vida. Eles se orgulham muito do caminho que eu quis seguir e nunca me fizeram pensar que escolher ser bem sucedida significaria ser mal amada. Conheço uma penca de gente que tem os dois porque isso aqui não é uma competição. Todo mundo quer a mesma coisa. Eu, você, o Arthur, o Marco, o Fernando, o Rodrigo, o João, a Cris, a Camila.
Todo mundo quer um chinelo velho pro seu pé cansado. Quer sossegar o rabo num relacionamento feliz e cheio de cumplicidade, de parceria, de mãos dadas no cinema, de silêncios que signifiquem enfim sós.
Chega desse discurso de ser mal compreendida pelo mundo e pelo homens. Tem muita gente avulsa por aí. Dos dois lados, por inúmeras razões. Se você acredita mesmo que ninguém te quer porque é independente e porque os homens não sabem lidar com isso, só quero lhe dizer uma coisa: você está sozinha porque é chata.
Vou jantar, porque depois tem uma pia de louça me esperando. Justo.

por Mariliz Pereira Jorge
Colunista da Folha

Amanda Armelin dia 11 de setembro de 2014
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Dias de glória

Eu gosto mesmo é de gente constante, que cumpre o que fala e age de acordo com o que diz que acredita. De gente que trata do mesmo jeito o garçom do bar e o gerente a quem se reporta. Que sabe lidar com situações estressantes sem desesperar mais todo mundo que está em volta, que não tem medo de assumir erros ao invés de procurar quem apontar o dedo.

Gosto de gente imparcial, que utiliza sempre o mesmo peso, a mesma medida. Que se coloca no lugar do outro e tem senso comum pra tomar decisões que afetem a vida de outras pessoas. Gosto de gente profissional e sincera, que sabe a diferença entre ser divertido e ser feito de palhaço. Gosto de lidar com gente que sabe conversar de comida à sexo, passando por bicho e trabalho sem frescura ou preconceito idiota. Gosto de gente que não confunde competência com exterioridades mundanas.

Gosto de não fazer parte dos modelos socialmente aceitos, de não fazer tipo e de não fingir amizades. Gosto do silêncio, da criatividade e de gente que sabe respeitar isso. Gosto de gente que explora, que tenta e que vive ferrado, mas sempre com sorriso no rosto. Gosto de quem só se arrepende do que ainda não fez, e que não tem vergonha de dizer que tem medo de jogar tudo pra cima e mudar de profissão. Ou de casa. Ou de namorado. Ou de país.

Gosto de quem tem sonhos e planeja-os. Que não perde as esperanças quando eles demoram, mas que sabem: um dia, seus dias de glória chegarão.

Amanda Armelin dia 22 de agosto de 2014
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22 coisas que você aprende quando chega aos 30

Por Mateusz Grzesiak.

Você ouve palavras estranhas de seu médico dizendo que você deve cuidar melhor de si mesmo. No primeiro momento você acha que ele está brincando. E você, ainda orgulhosamente, o ouve dizer que uma vez que as pessoas começam a tratá-lo seriamente, significa que você está se tornando um adulto. Entretanto, algumas palavras saem furtivamente da boca do médico: “Na sua idade, você não pode…”. Você pensou que isso nunca iria acontecer? Cabelo grisalho já não é algo raro hoje em dia. Você precisa de uma boa noite de sono para ser capaz de lidar com o dia seguinte, e você sabe que as rugas não são suscetíveis de desaparecer também. Sim, você está certo, você não será jovem para sempre!

1. Você já não sente vontade de festejar

Ir a festas em finais de semana costumava ser seu dever social. Bem, a menos que você fosse o tipo de pessoa que está sempre de boca fechada, um verdadeiro chato ou um anti-social. E mesmo que você não gostasse de sair, era muito impróprio admitir isso. Sua estória favorita de muito tempo atrás, que contava orgulhosamente, era sobre ficar completamente bêbado. Hoje, uma ressaca pode estragar o seu dia inteiro, e você já não quer perder qualquer parte do seu dia.

Beber já não é algo que você faz para impressionar os seus amigos. Em vez disso, agora é uma experiência de saborear e degustar, como um bom ritual de fim de tarde. As vodkas baratas foram substituídas por bebidas de melhor qualidade, à espera de uma oportunidade ou uma boa ocasião. Você sabe quando parar e agora se lamenta por todos aqueles adolescentes que estão construindo seu senso de identidade pessoal com base na quantidade de álcool que podem beber. Quando você vê bêbados na rua gritando, você julga que eles são imaturos e se sente envergonhado ao recordar o momento em que você fazia isso também, tão orgulhoso como um pavão, sabendo que os outros estavam olhando para você. Hoje, você fica com sono durante a noite, porque você tem que se levantar de manhã para ir trabalhar. Nos fins de semana, você gosta de ficar na cama até tarde para compensar o sono perdido. Você sente pena das jovens garotas que retornam pra casa de manhã quase mortas, enquanto você está em sua corrida matinal. Mesmo se, de vez em quando, você sai à noite e assiste alguns jovens focados em saber se os outros estão olhando para eles e o que os outros pensam deles,envolvidos em uma experiência de auto-abuso narcisista, se expondo e socializando, você se pergunta como é possível que você se comportasse de uma maneira similar. Bem, a festa tornou-se chata.

2. Agora você sabe o que quer

Você está sempre ocupado fazendo algo. As palavras “estou entediado” não fazem mais parte do seu vocabulário, porque você não tem mais tempo para ficar entediado. Você trabalha e trabalha, e em seu tempo livre, você trabalha. Você está sempre ocupado onde quer que esteja, porque cada minuto é um bom momento para fazer algo. E se você tem seu próprio negócio, seus dias de semana e fins de semana, certamente, não são muito diferentes. Você também pode ter um segundo emprego como pai ou mãe. Ao final das contas, trabalho tornou-se sinônimo de vida. Isso é porque se você chegou aos trinta, você sabe o que quer e você sabe que é preciso agir para obter isto. Então você age.

3. Você agora é responsável por alguém

A diversão e os jogos se foram. Há alguém em casa esperando por você e ele ou ela pode se sentir magoado se você está chegando a casa tarde. Alguém vai sofrer se você não ganhar algum dinheiro. A maneira como você age afeta seus colegas, e as pessoas que escutam você levam suas palavras a sério. Se você é um pai ou mãe, você faz um esforço ainda maior, e você pensa duas vezes antes de gastar um único tostão. Você, sua empresa e seus deveres estão transformando sua vida em um lugar onde você vive a sua vida com os outros em mente mais e mais. A qualidade de sua vida afeta diretamente a qualidade de vida dos outros.

4. Você respeita o valor do dinheiro

Você se pergunta como é que você costumava pensar que dinheiro não importa, ou que os ricos eram apenas esnobes egoístas. E, embora o dinheiro não compre felicidade, você pode usá-lo como meio para adquirir certa abundância de coisas que irá fazê-lo feliz. Você vai comprar uma casa para sua família, pagar seus empréstimos, comprar o carro que você precisa e poupar um pouco para tempos difíceis. Hoje você gasta o seu dinheiro prudentemente, planejando seu orçamento doméstico e suas despesas. Você tem mais despesas, então você quer ganhar mais.

5. Amigos de verdade são mais do que conhecidos casuais

Eles têm te acompanhado por muitos anos, não julgando enquanto você muda. Eles não dizem que você está fazendo loucura novamente. Tão pouco querem mudar você. Você não quer desperdiçar seu tempo com conhecidos casuais e com todas as práticas relacionadas: fingir, atuar, fofocar ou fazer uma impressão particular sobre outros.Quando você está com seus amigos, você não precisa fingir ser alguém ou se preocupar se você causou uma boa impressão. Seus amigos são um oásis de verdade em um mundo das imagens e influencia intelectual. Você aprecia o fato de que há alguém em sua vida, que serve como um espelho real para você e que ele ou ela irá apoiá-lo independente em quem você se tornou.

6. Qualidade é importante

Você costumava comer qualquer coisa e as mais baratas. Você costumava usar roupas que provavelmente ficaria muito envergonhado de usar hoje. Você não estava disposto a gastar dinheiro, inclusive em sua saúde. Hoje você sabe que pode escolher entre ter qualquer coisa e alguma coisa. Você percebeu que há uma enorme diferença entre como você sente quando você veste uma roupa bem feita e a maneira como você se sente vestindo outra qualquer. Você veio a entender que é melhor pagar mais por qualidade e que é mais sensato comprar algo com menos freqüência, mas de melhor qualidade. Os ingredientes de sua alimentação são importantes hoje. Você já não ignora os rótulos dos produtos, porque você está mais consciente de suas necessidades e exigências.

7. Você não gostaria de ser jovem novamente

Vamos deixar claro: se você quer ser jovem novamente, talvez você nunca fora jovem antes. Uma vez que você se tornar mais maduro, você vem a entender como o mundo realmente funciona, você não precisa mais se preocupar com coisas desnecessárias, você começa viver a sua própria vida, não a vida de outras pessoas. A instabilidade emocional da década passada foi agora substituída por metas específicas para o futuro e por encontrar prazer em perseguir elas. Você quer voltar ao passado e, por exemplo, vestir suas roupas antigas? Não, obrigado!

8. Você pode ter relações sexuais normalmente, sem se sentir culpado

No passado, você tinha que se esforçar para causar uma boa impressão. Ele(a) vai gostar de mim? Fui bom(boa) o suficiente? Ela(e) chegou ao clímax ou fingiu? Todas as posições Kamasutra acabaram por serem boas em filmes para adultos, mas na vida real você pode ter uma boa experiência mesmo sem “efeitos especiais”. E há mais uma coisa: você pode dizer claramente que você não quer fazer algo, sem de sentir culpado. Sexo normal é OK também.

9. Sua vida se torna mais significativa

Você está preocupado com outras coisas ao invés de o que você vai fazer no próximo fim de semana, onde vai passar as suas próximas férias ou o que seu chefe ou gerente irão dizer. Você começa a se perguntar o que você vai deixar para trás, que visão você pode alcançar, se você vai mudar o futuro do mundo, ou se você vai viver sua vida sem fazer um grande impacto. Você começa a valorizar-se com base na importância dos objetivos que você definiu para si mesmo e da complexidade dos problemas que você consegue resolver. Você conhece o seu melhor potencial e, portanto, desperdiçá-lo de qualquer forma dói mais do que no passado, quando você não acreditava em si mesmo. Você sabe que você pode ter um papel importante para os seus familiares, seu empregador ou seu país. Você tende a ver a sua vida a partir da perspectiva daquela visão, ao invés de viver por hoje. Você descobriu quem você realmente é. Você sabe o que quer na vida. Você tem planos de longo prazo e objetivos específicos, e sua mente está estabelecida para os resultados. Você está se tornando cada vez mais ativo, porque você não desperdiça sua energia em coisas pequenas. Você está alcançado o estágio de autorrealização, porque você sabe quem você é e por que você faz o que você faz. Você descobriu as razões para suas ações, que fazem você diferente das outras pessoas. Em algum nível, você não é o mesmo que os outros, e você está focado em deixar algumas caminhos para trás. Você está construindo uma personalidade única.

10. Sua vida se tornará mais difícil

Você não pensou nisso há 10 anos, olhando para pessoas de trinta anos com um bom trabalho e renda regular. Hoje, você sabe que a vida não é uma terra que mana leite e mel. Quando é hora de dizer adeus a alguém próximo a você, isso já não toma uma única mensagem ou uma conversa mais difícil. Dizer adeus às vezes significa um divórcio, com todas as conseqüências envolvidas. Além do mais, você pode perder seu emprego, alguém da sua família pode ficar doente, ou você pode perder todas as suas propriedades. Os problemas que você teve nos últimos dez anos não são nada em comparação com o que pode acontecer em sua vida agora.

11. Você não se desespera mais

Se o seu parceiro fica com raiva, você sorri para ele ou ela e espera até que ele ou ela pare com isso. Quando sua conexão à Internet cai, você telefona para a operadora e lida com a situação sem reclamações desnecessárias. Você exige mais, então você faz as coisas rapidamente. Quando alguém tem um monte de ressentimentos e queixas contra você, você não se envolve excessivamente. Você desiste da missão: Eu vou provar que estou certo; Eu sou um rolo compressor; você vai me escutar, queira você ou não! É porque você já não precisa provar que você está certo, porque isso é desperdício de energia. Você aceita objeções, porque elas não o ameaçam. Afinal, você sabe o seu valor.

12. Você entende que você nunca vai ser perfeito

Você nunca encontrará uma mulher que é uma princesa ou um homem que é um príncipe de um conto de fada. Você não compra histórias de imagens tão frequentemente quanto no passado, porque hoje você se preocupa mais com as almas das pessoas, mentalidade e atitudes para a vida. Você não ataca os outros pelos erros, tanto quanto no passado. Você olha para as falhas e vícios das pessoas com reserva. Você não culpa os outros tão frequentemente quanto no passado, porque você mesmo está menos disposto a mudar. Tentar ser perfeito é algo que você já não acredita mais. Você está aprendendo a ser feliz com o que você tem. Quando seu parceiro(a) está de mau humor, você sabe que ele(a) só teve um dia ruim e não que ele(a) não ama mais você. Seu chefe pode ter tempos difíceis às vezes, o que não significa que ele “não vê o seu potencial”.

13. Às vezes você se afasta de sua família

No passado, ir embora significava sofrimento e separação. Isso poderia até causar medo de que seu relacionamento iria terminar. No passado, sentir saudade de alguém era doloroso. Hoje você gosta de estar consigo mesmo. Você pode ir a um café sem seus amigos, sentar em um banco de um parque com um jornal na mão, sumir por alguns dias por qualquer razão e gostar de estar sozinho. Isso é porque a sua personalidade tornou-se mais estável e porque você conhece a si mesmo muito melhor do que há 10 anos. Você sabe o que você espera de si mesmo e você realmente gosta de estar consigo mesmo sozinho. Você ficará feliz em estar de volta com o seu filho e seu parceiro, mas é muito bom passar algum tempo sem eles.

14. Seus pais são ótimos

Observar seus pais nos papéis de avós mostra que “as duas pessoas que você dizia serem seus torturadores” são realmente ótimas, pessoas adoráveis. Porque você não os viu como tal quando era adolescente? Por que eles vinham com alguma coisa que limitava a sua liberdade e fazia sua vida difícil? Agora você percebe que você está se tornando tal pessoa pra si mesmo, mas agora você também entende as boas intenções por trás de tais coisas. Você os perdoa por suas disputas do passado e agora estão construindo uma relação adulto-adulto baseado em parceria, amizade, compreensão profundas e apoio. Você está genuinamente feliz por ver a avó e avô fazendo um grande esforço para ajudá-lo a criar o seu filho, e que a única coisa que fazem é amá-lo incondicionalmente. Agora você está no papel de um pai!

15. Algumas pessoas são perda de tempo

No passado, você costumava se preocupar com o ódio de outras pessoas, fofocando e criticando. Hoje, essas coisas já não importam muito. Você sabe que às vezes é muito improvável para algumas pessoas mudar, e você sabe que às vezes simplesmente não importa, porque é você quem decide com quem você gasta tempo com e por que.Você opta por não passar tempo ou se preocupar com as pessoas que roubam sua energia e causam problemas. Você simplesmente não quer desperdiçar seu tempo em mudar os outros. Em vez disso, você escolhe as pessoas com mentes totalmente formadas e mais estáveis emocionalmente. Ser capaz de terminar um relacionamento está se tornando uma habilidade tão importante como ser capaz de conhecer alguém importante.

16. Amor é para ser promovido

A quantidade de tempo que você gasta com o seu parceiro (a), a qualidade de sua presença e sua comunicação com os outros estão se tornando as bases de seu relacionamento. Quando algo da errado, vocês conversam um com o outro. Quando você chega em casa, você dá ao seu parceiro(a) um beijo de benvindo. Antes de sair de casa, você diz até logo a ele ou ela. Você troca mensagens agradáveis e aprecia um telefonema de vez em quando, pois mostra que você realmente se importa um com o outro. Não há surtos selvagens de emoções ou medo esperando: “Será que ele vai me chamar ou não?”. Em vez disso, você tem uma sensação de segurança e certeza de que vocês podem confiar um no outro. Você tem até agora enviado o Cupido, com seu arco e flecha, de volta ao mundo dos mitos e o substituiu com comunicação. Impaciência consciente! Que alívio que é ser capaz de controlá-la!

17. Você começa a ver o risco de que algo pode mudar

Seu senso de estabilidade e segurança no emprego, uma família para sustentar e da certeza das relações genuínas são desalinhados por acidentes e outros eventos que você não pode prever. Seja um acidente de carro no momento mais inesperado, ou a doença de um membro da família ou outro relativo. Também pode acontecer que duas pessoas que pareciam se amam tanto, de repente decidam se separar. Agora que você atingiu uma sensação de estabilidade em sua vida, há o risco de perder isto.Somente quem não tem nada não tem medo. Você atingiu um estágio em sua vida em que quer ter o que você está trabalhando para conseguir por muito mais tempo.

18. Seu filho faz você ser a melhor versão de si mesmo

Depois de se tornar pai, fumar torna-se um hábito egoísta, comer junk food dá um mau exemplo e seu comportamento estúpido não é exatamente o que você gostaria que seu filho aprendesse com você. Sua criança irá revelar tanto os seus piores traços quanto os seus melhores traços. Agora há alguém para você viver, e você sabe que ele ou ela precisa de você. Você faz seu melhor. Você aprende a ser paciente e tolerante, a perdoar e a amar. Este novo mundo dos deveres te faz ficar apto e saudável emocionalmente, mentalmente e fisicamente.

19. Você não tem que fazer tudo sozinho. Nem tem que ter tudo

Você não precisa mais se preocupar que alguém vai fazer alguma coisa pior do que você, e não é porque ele ou ela fará as coisas piores (porque eles certamente farão), mas porque o seu tempo se tornou mais valioso para você. Você sabe que há coisas que precisa fazer a si mesmo, porque você sabe o que pode fazer. Por causa disso, você não precisa nem tentar fazer algo que não é para você fazer. No passado, queria impressionar as pessoas, em busca de reconhecimento ou aprovação. Hoje, você acabou de fazer o que é suposto fazer. E você não faz coisas que outras pessoas deveriam fazer. Atingiu um período que é um bom momento para iniciar o seu próprio negócio, porque você ainda está motivado e você já está preparado para o trabalho em equipe.

20. Existem algumas fases universais na vida

Quando você vê os jovens e os problemas que eles estão passando, por um lado, você diz para si mesmo: “É tão trivial. Que desperdício de tempo!”. Por outro lado, você entende as pessoas. É porque você passou por esses problemas também. Você sabe aonde alguns de seus erros vai levar e você entende que existem certas fases da vida. Você também irá passar por certo estágio por si mesmo, e você está curioso para saber o que vai acontecer no futuro.

21. Você nunca foi tão sexy

Embora agora seja um pouco mais difícil perder algum peso, você nunca se sentiu tão sexy como antes. O senso de autoconfiança é um afrodisíaco melhor do que um corpo bonito, e provocar o pensamento das pessoas é uma melhor forma de sedução do que a exibição de seus recursos. Você sabe o que quer na cama e você tem a coragem de pedir, enquanto a exploração é acompanhada pela alegria de conseguir prazer. Você pode se esquecer de si mesmo e você não tem que causar esta ou aquela impressão. As coisas são simplesmente perfeitas. Você não tem mais vergonha. E se você fizer um esforço, você pode ficar fabuloso e deslumbrar os outros com a sua aparência. Mas você não o faz para causar uma impressão em outras pessoas. Você faz isso por você mesmo. Você desfruta do poder que você tem em si mesmo e você o aceita.

22. Sua vida está apenas começando

Apesar de completar trinta anos, você diz para si mesmo: ”Eu me pergunto que tipo de pessoa eu vou ser quando eu chegar aos 40. Além do mais, isto é só o começo!”.

Amanda Armelin dia 31 de julho de 2014
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Sou mais nós dois

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E toda vez que a saudade de ti bater, vou apanhar. Tomar tapas na cara de memórias que não se esvaem, já que só com você fui completa na cama.

Foi sempre tu que me tirou a roupa e a respiração. Só contigo fui dama na mesa e puta na cama, capaz de libertar-me de mim mesma: esquecer meus tabus, jogar o preconceito pra bem longe dos lençóis. Foi contigo que me senti gostosa pela primeira vez.

Lembra que eu morria de vergonha de transar de luz acesa? Depois de você, eu queria mais era ver o rosto, o cheiro e o gosto do sexo que fazíamos. E aquele gemido abafado, contigo e cheio de vergonha que eu tinha no começo? Soltei por ti, e continuei assim (mesmo depois da reclamação dos vizinhos que nos fez morrer de vergonha de sair de casa por uma semana).

Contigo usei meu primeiro vibrador durante o sexo. Tu quem me fez entender que não é errado, nem feio, nem esquisito. Pelo contrário: hoje tenho uma coleção deles. Ainda sinto saudade do oral que trocávamos. Era tão intenso e demorado que me dá até um toque de arrependimento saber que não existe mais o “nós dois”.

Ahhh, os sentidos: adorávamos aguçar um a um, e até hoje, não encontrei quem gostasse tanto de morangos e chantilly como nós dois. Ninguém nunca entendeu tão bem o valor das preliminares como fazíamos: nunca mais gozei tantas vezes numa transa.

As pessoas tinham inveja de nossas histórias juntos, tipo quando fomos conhecer um clube de swing. Todos sabiam que era só curiosidade sexual de bons voyeurs que somos, e ainda assim, rotulavam-nos. E bom mesmo era o gosto de “foda-se” que tínhamos pela opinião alheia.

Vivíamos respondendo sobre a ausência de vontade de praticar um ménage à trois, lembra? Mania boba das pessoas em confundir liberdade com libertinagem sexual. Será que é tão difícil entender que queríamos devorar apenas um ao outro? Que cumplicidade na cama vai além de tudo que eles leram em revistas cheia de regras cagadas e listas por aí?

E sabe o que eu também acho? Que nunca ninguém vai ter esse tipo de saudade cúmplice, ainda com respeito e carinho mútuo que mantemos até hoje. Esse lance de saudade e vontade que não se mata, mas se permite sentir.

Esses demônios que as pessoas insistem em criar são velhos, quadrados e chatos. Sou mais nós dois. Sou mais nosso passado, nossa memória e nosso tesão nunca contido. É bom poder navegar por um passado cheio de cumplicidade sexual pra contar. Tenho consciência que muita gente nunca terá o que vivemos.

As pessoas podem confundir as coisas, mas eu sei que não é o seu caso. Eu não quero, nem nunca te quis de volta, mas isso nunca me impediu de te querer bem. Sei que não éramos pra ser pra sempre, mas foi delicioso enquanto fomos juntos.

Esse é meu post no ETC.

Amanda Armelin dia 21 de julho de 2014
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Ciclo sem fim

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A triste vida de ter que se justificar de qualquer um.

- Engravidou? Quando nasce?
- Nasceu? Quando vai andar e falar?
- Andou/falou? Quando vai pra escolinha?
- Já está na escolinha? Quando entra no ensino fundamental?
- 6ª série? Quem é sua namoradinha?
- Namoradinha? Quando vai focar nos estudos?
- Colegial? Já sabe o que vai fazer na faculdade?
- Faculdade? Quando se forma?
- DP? Mas, quando se forma?
- Se formou? E quando vai atrás de um emprego?
- Tem um emprego? E aquela sua namoradinha?
- Tá namorando? Quando é o noivado?
- Noivos? Quando é o casamento?
- Casaram! Onde vai ser a lua de mel?
- Fim de lua de mel, volta à realidade. E quando vão comprar sua própria casa?
- Casados, empregados, com casa própria. Quando terão filhos?
- Ah, primeiro cachorros? Ok, e os filhos?
- Engravidou? Quando nasce?

Amanda Armelin dia 14 de julho de 2014
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Não seja eu

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Não deixe que o tempo passe.

Cobre promessas.

Não se acomode com o que incomoda.

Entenda que ser bom não é o mesmo que ser idiota.

Não seja palhaço de circos que não te pertencem.

Escolha minuciosamente suas batalhas.

Arrisque e mude sempre que necessário.

Faça algo somente enquanto houver brilho nos olhos.

Deixe o medo pra trás: jeito sempre tem.

Cultive apenas relações que são ganha-ganha.

Não se doe para quem não valoriza.

Trabalhe sempre para viver (bem), nunca o contrário.

Ponha sua saúde e qualidade de vida em primeiro lugar.

Gerencie seu tempo, seu dinheiro, seu ego.

Tenha paciência, mas não ature desaforos.

Goste do que faz, ou vá fazer outra coisa.

Seja gentil e educado, principalmente quando não merecerem.

Entenda que a vida não fica mais fácil: você que fica mais forte.

E acima de tudo: não seja eu.

(Dá úlcera).

Amanda Armelin dia 7 de julho de 2014
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Copa? Então #AquiTemFesta ! \o/

Sabe o que é?

Se a gente deixar tudo de lado e parar pra pensar só na parte boa, o Brasil está em festa. Mais de 199 milhões de brasileiros torcendo juntos pelo Brasil na Copa. É muita vuvuzela, minha gente!

Infelizmente, algumas (muitas) pessoas não teriam o “privilégio” de assistir aos jogos, se não fosse pela Brahma. Em uma campanha em mais de 700 cidades simples, a marca levou alegria e emoção com sua própria festa. Cerveja, telão e futebol, pra quem mal tem TV.

É a consciência de que estamos no Brasil, e de que #AquiTemFesta : daquela festa que não pode faltar pra ninguém.

Com muito orgulho, participo dessa ação, que não só promove alegria e festa, mas acessibilidade.

Hoje, somos todos um só. Hoje, #AquiTemFesta \o/

Vai, Brasil!

Amanda Armelin dia 23 de junho de 2014
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