Dois segundos: o tempo que você precisa para ser feliz.
E felicidade é uma palavra que usamos quando nos sentimos plenos.
Plenitude é uma pequena teoria minha: A soma de todos os 2 segundos que você viveu intensamente. Porque os melhores momentos da vida duram apenas isso.
Não acredita? Explico-me.
Você conhece uma pessoa. O primeiro olhar dura apenas dois segundos, e é o suficiente para se encantar.
O primeiro beijo é delicioso, concordo. Mas são os dois segundos que o antecedem que arrepiam o corpo todo, misturando todas as expectativas e vontades com a certeza de que aquilo está realmente acontecendo. Aquele turbilhão de sentimentos delicioso que qualquer um se lembra.
A primeira transa, pode durar 5 minutos ou 5 horas. Ter preliminares ou não. Ser leve ou intensa. Mas aqueles dois primeiros segundos do gozo são inesquecíveis. O exato momento em que todo o prazer já não cabe mais no corpo e transborda. Literalmente.
Claro que nem todos os exemplos são românticos ou dependem de outra pessoa. Por exemplo?
Quando você vê uma estrela cadente e faz um pedido: Dois segundos que são suficientes para você se sentir o único e sortudo mais especial na vida, dentre 7 bilhões de pessoas.
Ou quando sua mãe lhe diz “eu te amo” e você tem certeza que é o filho mais amado do planeta.
Quando um cachorro lhe dá a barriga para coçar, quando um gato ronrona no seu pescoço. Quando você assopra as velas do bolo e faz um pedido sincero, quando você descobre que vai ser papai.
Quando o primeiro pingo de chuva lhe toca a ponta do nariz, quando você recebe um elogio do seu chefe. Ou um aumento. Ou uma promoção.
Quando o celular toca e é alguém que você gosta muito, quando você toma uma decisão. Quando você assina um documento importante, quando você compra algo que queria muito. Quando seu filho nasce e você ouve o primeiro choro.
Dentre tantos outros quandos, a vida é mesmo uma soma. De todos esses dois segundos que juntos, valem várias eternidades.
Agora SaiDaqui
E nunca esqueça de procurar seus dois segundos preciosos em dias comuns.
Odiava confessar, mas adorava a inspiração que a solidão lhe causava às vezes.
Parecia uma máquina de criar textos românticos, histórias inventadas, amores não existentes. Sentia-se segura no mundo de sonhos que fazia colorido em volta de si sempre que o dia ficava em tons de cinza.
Era só pra ela que ele existia. Talvez se fosse pensar bem, ela nem queria que ele existisse no mundo real. Porque ali ele necessariamente teria defeitos e provavelmente não a faria feliz assim, como fazia nas noites de sono calmo e tranquilo.
Talvez o mais legal de tudo era o fato de ele não existir. Porque assim ele podia ter pra ela, uma fisionomia diferente por semana. Um trejeito diferente por dia, e uma surpresa apaixonada a cada manhã.
Sua mente viajava em velocidades tão grandes que as mãos já não acompanhavam. Engasgava palavras contraditórias, cheias de fervor e sentimento que lhe transbordava. Gostava de colar no papel todo aquele amor que tinha guardado no peito e ainda não sabia pra quem mostrar.
Gostava de inventar caminhos a trilhar. Em poucos minutos, já tinha sido mãe solteira, ficado pra titia ou se divorciado 4 vezes. No fim das contas era grisalha, ainda cheia de amor pra dar.
Sempre se imaginava com brilho nos olhos e sorriso nos lábios. Era seu maior desejo ficar assim pra sempre.
Não quer dizer que ela não amava a vida real: pelo contrário. Era dali que surgia tanta imaginação. Sabia que ia encontrar alguém especial um dia.
Enquanto isso, fazia textos em doses homeopáticas e granuladas, porque achava que nem o papel aguentaria impresso em si tanto sentimento. Só escrevia quando transbordava.
O problema é que transbordava quase sempre. De amor, de esperança ou de solidão.
Já parou pra pensar de onde vem tanta criatividade, tanta idéia boa?
De onde é que sai tanto escrito bonito, tanta música animada? Tanta gente assim, encantadora?
Eu tenho uma idéia: Acho que elas vêm de todo o lugar. São pessoas comuns, só que mais insanas. Mais profanas. Mais sinceras e avoadas. Mais abobadas. Mais apaixonantes.
A diferença delas é que sabem a porcentagem perfeita da mistura que tem que ser a fantasia e a realidade. Elas sabem misturar o que já viveram, com o que poderia ter sido e o impossível imaginado. Sabem se fazer entender com as palavras e as frases certas.
Conseguem ver a beleza no que talvez pessoas comuns não veriam. Conseguem descrever sentimentos e arrepios que só sabemos fazer sentir. Têm um coração mais vivo, que bate mais forte, que enxerga por dentro das coisas que vêem.
Gente que se joga de precipícios sem pára-quedas, escrevem o que querem e do jeito que acham que o mundo é: seja ele colorido ou branco e preto. Não se importam com o que os outros vão pensar. Não é para os outros que escrevem.
Aliás, tudo de mais criativo que já vi até hoje veio do que era pessoal, incomum e insensato. Veio de tudo que envolvia imaginação à flor da pele. Veio de gente intensa, capazes de admitir que tem uns vários parafusos a menos e ainda assim, gostar disso.
Gente igual mas diferente sabe? Pois é, é daí que vem tanta criatividade.
Não senti vontade de escrever. Não me veio a inspiração. Não tinha nada diferente pra dizer.
No fim das contas, passei aquele fim de semana assim, como um dia qualquer: alguns amigos, risadas, lembranças, tristezas e até com uma dose extra de melancolia (deve ter sido culpa da TPM).
Lembrei do tombo. De como doeu ter sido derrubada pelos planos a longo prazo que tinha feito. E decidi que dessa vez seria diferente. Lembrei que dependia apenas de mim.
O que era alegria constante e ingênua, transformei em felicidades momentâneas.
Dos amigos “mais ou menos” aos baldes, reduzi à alguns poucos, mas sinceros e presentes.
Das listas de planos feitos no papel, risquei quase todos. Mas dos que sobraram, agora luto com vontade que virem realidade. O que estava apenas escrito, hoje faz parte da minha realidade.
Dos erros passados, tive uma conversa franca comigo, e perdoei-me. Dos erros futuros, tentei preparar minha mente para imperfeição humana de todos os seres.
Aceitei que sucesso virá aos poucos, e dinheiro será consequência. Perdoei quem nunca mereceu-me.
Passei então a emitir energias boas theo-24 cr para o mundo. E ele apssou a conspirar à meu favor, como num passe de mágica.
Hoje sei que isso é muito pouco. Que de onde vem tanta paz, existe mais. Que esse amor que sinto quando abraço os amigos mais próximos, só sabe se fazer aumentar. E que cada sorriso é como cola, ajeitando os caquinhos que restaram do coração que foi atirado às pedras.
Faço palhaçadas, e consequentemente, amigos novos. Me jogo nas novas oportunidades e sei dizer não quando necessário.
“Eu ando na selva braba! Eu rio na cara do perigo!”
Das verdades absolutas que pregam por aí, esqueceram de nos ensinar a mais simples de todas: Ser feliz envolve pura e simplesmente cada vez mais felicidade.
Sorria. Tudo fica mais bonito de bom humor
E SaiDaqui!
Sim, você leu o título do post corretamente.
Raciocinemos: Ninguém gosta de depender de ônibus. Especialmente aqueles lotados de final de expediente, com cheiro desagradável de CC e cheio de caras carrancudamente mau humoradas.
Gente que trabalhou o dia todo e não vê a hora de chegar em casa para descansar com a família, o cachorro, o periquito e a sogra.
Gente que reza para que o ônibus chegue logo ao seu destino.
Gente mal educada.
Gente que não cede lugar à idosos, gestantes ou deficientes.
E o pior tipo de gente: os indiferentes. Passam pela catraca do ônibus como se o cobrador não existisse, pagam suas passagens como se estivessem dando esmola ao pobre coitado, e nunca se dão ao trabalho de pelo menos esboçar um início de sorriso no canto da boca.
Muito me admira como existem cobradores pacientes e bem humorados ainda no mundo. Sério. Eu não aguentaria dois dias na profissão.
Sempre me surpreendo como a qualquer hora do dia sou bem tratada ao entrar em um ônibus (claro que existem excessões, mas são raras). Como é gostoso ouvir um bom dia, ou apenas receber um aceno gentil. E penso eu que deve ser igualmente satisfatório para o cobrador receber a gentileza em troca.
Da próxima vez que você tiver que utilizar os serviços de transporte público, trate bem o cobrador. Gentileza gera gentileza.

Porque do post? Porque acabo de comprar um carro (mais uma das milhares de conquistas ao lado do bem amado ^^) e a partir de agora não utilizarei mais os serviçoes de ônibus. E confesso que vou sentir falta dos cobradores.
E se dependesse de mim, o mundo teria mais do bom humor deles.
Agora SaiDaqui!
Forever é um longo tempo.
Tempo o suficiente para fazer uma escolha simples: ser feliz ou não.
E pra descobrir que pra sempre não existe. Mas enquanto existe o que quer que seja, que haja plenitude. Seja eterno. Sempre verdadeiro.
O que mais me deixa atônita é saber o quão simples é ser feliz. E o quanto todo mundo complica isso!
Um abraço apertado, um bom dia sincero, um sorriso de criança, um elogio inesperado, uma música no rádio…Tanta coisa bonita passa pela gente despercebida!
Porque estamos ocupados demais, cansados demais, ou “infelizes” demais, buscando a tal felicidade. E tudo isso escorre por entre os dedos…
Enquanto olhamos para o próprio umbigo, fazendo o que nos dá vontade, sem nos importarmos se aquilo faz mal à outra pessoa. Enquanto somos egoístas e mesquinhos o suficiente pra não pensar maior que nós mesmos.
A solução?
Todos os dias, ao se levantar, deixe o peso do dia anterior para trás. Recomece. E atente-se aos detalhes.
Se algo te incomoda, abstraia. Sofrer só vai te trazer lágrimas, olheiras, baixo astral e úlceras.
Ao se deparar com algo que te faça sentir bem, sorria.
E saiba que aquele exato momento, é uma das maiores demonstrações de felicidade que você irá provar na vida. A única diferença é a escala.
Felicidade está com a gente. Sempre esteve. Basta olhar pros lados.
Texto escrito em 07/abr/09
Agora SaiDaqui!
Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.
Explicação é uma frase que se acha mais importante do que as palavras.
As pessoas até se irritavam, (irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito), com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira já sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lá explicando sozinha.
Solidão é uma ilha com saudade de barco.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer “eu deixo” é pouco.
Pouco é menos da metade.
Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro da sua cabeça.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.
Preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Renúncia é um não que não queria ser ele.
Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.
Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.
Ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é fevereiro.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.
Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.
Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo.
Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.
Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.
Desatino é um desataque de prudência.
Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Emoção é um tango que ainda não foi feito.
Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Desejo é uma boca com sede.
Paixão é quando apesar da placa “perigo” o desejo vai e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero…Também não. É um desaforo… Uma batelada? Um enxame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor ela não sabia explicar, a menina.

Não sei quem escreveu, mas AMEI. Agora SaiDaqui!
Mais uma terça-feira qualquer na minha vida, com mais uma conversa cotidiana de MSN com um amigo…Conversávamos sobre como meu ano de 2009 tem sido conturbado e sobre as mudanças e reviravoltas que minha vida tem dado nos últimos tempos (e acreditem: não para!)
Quando menos se esperava, a conversa foi se tornando absurdamente viajada.
E falamos do lado bom da saudade.
Porque no fim das contas, saudade é nada mais que a prova de que algo bom aconteceu um dia, e tempos depois, faz falta. É nostalgico.
Claro que tem a parte triste, de não ter aquela situação boa ali, no momento, mas acima de tudo, sentir saudade é sempre bom.
Na maioria das vezes nos faz chorar. Mas eu também tenho minha teoria do choro.
Porque chorar, nada mais é do que a emoção não caber no corpo, e transbordar.
Eu chorei quando meu avô-herói morreu, porque parecia que cada entranha, cada milímetro do meu corpo sentia tanta tristeza e tão profunda, que eu ia explodir se não chorasse. A tristeza transbordou de mim, em forma de lágrimas tristes.
Chorei quando voltei do intercâmbio nos Estados Unidos, porque ao ver todo mundo ali no aeroporto me esperando, foi como evaporar a saudade de um ano em milésimos de segundo, e preencher todos os meus X (claro que não vou falar meu peso) kilos de pessoa em alegria instantânea. Não coube. Eu chorei. Vazou alegria.
Dizem por aí que homem não chora. Não chora bosta. Nem que seja de dor. Claro que a maioria não tem esse sentimentalismo todo (apesar da maioria tentar esconder, hehehe). Tomem um chute nas bolas, e saibam que homem chora sim.
Você, homem, mulher, ou qualquer outra coisa não definida (LOL): um dia você não vai caber em si. E chorar. De alegria, de tristeza, ou de dor.
Como todo mundo sempre fez.
Porque transbordar sentimento, é parte da natureza humana.

E a PROMOÇÃO do SaiDaqui continua!! Envie até dia 30 de outubro sua melhor história de bêbado e concorra à prêmios super nice vindos direto da OktoberFest! =]