Sexo especial em dia comum

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Namoravam há dois anos e tinham uma vida relativamente feliz, apesar da rotina.
Supermercado uma vez por semana, cinema uma vez por semana, barzinho e parque no fim de semana e assim por diante.
Acordar, tomar banho, fazer café da manhã, alimentar o gato, alimentar o peixe, andarem juntos até o ponto de ônibus, se encontrarem ao final do dia, janta, outro banho, tevê, sexo dia sim dia não e cama.

Mas naquele dia, ela exalava sensualidade. Aquele dia em particular, os olhos sorriam, a pele sorria, o corpo todo sorria.
Chegou em casa cantarolando uma de suas músicas favoritas, subiu as escadas num gingado meio dançante consigo mesma. Abriu a porta, acariciou o gato, e ainda cantando, jogou as roupas pelo chão da casa. Ficou só de calcinha e decidiu que vestiria apenas a camiseta de dormir que ele usara na véspera.
Descalça, foi até a cozinha decidir o que faria para o jantar. Caçando aqui e acolá, descobriu que tinha ingredientes suficientes para cozinhar algo diferente. Ela queria que a noite fosse especial, e apenas porque sim, já que não era aniversário de nada nem ninguém.

Amarrou os cabelos num coque todo bagunçado, e aquela mecha que caiu ao lado do rosto deixou ela ainda mais naturalmente linda.
Já estava picando as cebolas quando ele chegou, meio quieto e cansado, quando foi tomado pelo ar de luxúria que o apartamento agora exalava: sentiu como se tivessem borrifado feromônios no ar.
Do corredor, conseguia vê-la cozinhando (ela, que ainda não notara sua presença a alguns metros de distância) e sentiu que mesmo depois de dois anos, ainda conseguia se apaixonar mais por aquela mulher. Largou a mochila ali mesmo e ficou assistindo-a no ritual cozinhar/dançar/cantar que ela se envolvera sozinha.

Até que ela abriu o armário para pegar cogumelos, que ficavam na prateleira de cima, e nas pontas dos pés, com a camiseta levantando-se descaradamente, sentiu a melhor ereção de sua vida ao ver que ela estava com sua calcinha mais sexy: aquela preta, de renda, minúscula, que ele sempre tinha vontade de rasgar com os dentes.

Possuído pelo desejo e guiado pela ereção instantânea que aquela cena voyeur havia causado nele, tirou a camisa e caminhou em direção à ela.

Desligou cuidadosamente o fogo e enquanto ela tentava argumentar algo sobre o ponto da comida, calou-a com o beijo mais longo, molhado e cheio de vontade que conseguiu dar.
Ela soltou um gemido abafado quando sentiu molhar-se entre as pernas de tanto prazer, e pediu que ele a tocasse. Depois de tirar a camiseta e já com a mão entre suas pernas, sentia escorrer o tesão que aquele beijo havia despertado nela. Deitou-a delicadamente em cima da mesa de jantar e chupou-a até que ela implorasse que ele a penetrasse.

Pegou-a no colo e levou para a cama, onde tirou a calça e, enquanto ela se tocava para que ele assistisse, pediu que ele continuasse em pé, para que ela conseguisse retribuir o prazer oral. Ele teve que se concentrar e se conter por três vezes antes de puxá-la levemente pelos cabelos e penetrá-la com a mistura deliciosa de amor e tesão que estava sentindo naquele momento.
O ritmo era forte, intenso e tinha paixão no olhar. O beijo era tão cheio de tesão que virava mordida por vezes consecutivas.

Ela já estava em seu terceiro orgasmo quando ele não se aguentou e também gozou.
Completamente suados e ofegantes, ele, ainda dentro dela, olhou-a nos olhos e disse “eu te amo”.

@amanda_arm dia 7 de fevereiro de 2014
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Libertina

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Thais era uma menina super extrovertida, de muitos amigos e sonhos. Tinha gostos simples e vontades mil.

Tinha horror a todos os padrões e convenções que um dia a sociedade tentou impor: de beleza, comportamento e sexualidade. Tinha um espírito rebelde cheio de causas e dúvidas, e só sabia que seria feliz quando se aventurasse por completo.
Fugiu de casa, da escola e da chatice da rotina. Beijou mulheres, fez tatuagens e foi viver de poesia.
De alma livre, viajou o mundo descobrindo aos outros e a si mesma: provou as mais deliciosas sensações sexuais que as etnologias que conheceu permitiam. Entre ser feliz e ser julgada pelos outros, sempre ficou com a primeira opção.

Fez amor com um estanho que conheceu em Paris: trocaram meia dúzia de palavras e muitos fluídos corporais.
Transou bêbada com um Italiano dono de um restaurante que conheceu enquanto jantava por lá.
Tem memórias de uma ótima transa no elevador, com um Húngaro que mal conseguia pronunciar o nome.
Mas ela queria mais. Ela queria sempre mais.

Em mais uma de suas jornadas poéticas, viu-se na Holanda, após descobrir que um casal de amigos de longa data ali moravam agora. Eles a acolheram, e mesmo sendo libertina sexual, foi sempre calma e educada. Ajudava nas tarefas da casa e era uma pessoa divertida de estar por perto. Vivia fazendo-os rir.
Algumas semanas depois, já haviam estreitado laços e criaram a rotina e o prazer de cozinharem juntos aos fins de semana. Naquela noite fariam lasanha.

Há alguns dias, ele notara o quão íntimas elas haviam ficado nesse tempo e começou a sentir-se culpado por imaginar diversas vezes como seria tocá-la enquanto sua mulher assistia. Tentava ao máximo não pensar nas situações eróticas que o ambiente causava, mas elas sempre o atormentava em sonhos cada vez mais pornográficos.
A situação se tornou tão incontrolável, que passava o maior tempo possível fora de casa, já que mal conseguia disfarçar suas ereções ao vê-las juntas: inventava mil desculpas e horas extras sempre que podia.

Foi ao supermercado buscar alguns temperos e ao chegar em casa, notou que a chaleira apitava sozinha no fogão com a água fervente. Não viu nenhuma das duas por perto, imaginou porque não estavam ali, adiantando o jantar.
Andou mais um pouco e encontrou o vestido de sua mulher jogado no chão. Ouviu um gemido e o coração veio até a boca.
Conhecia aquele gemido mais do que ninguém: ouvira ele nos últimos 12 anos durante a transa. Possuído de ódio ao pensar que ela estaria traindo-o com outro homem, entrou de sopetão no quarto, e viu a cena mais bonita de sua vida: sua amiga visitante estava ajoelhada na cama, estimulando-a oralmente nas genitais enquanto deslisava as mãos nas pernas de sua mulher, que se contorcia como se aquilo fizesse cócegas, mas que não queria que parassem nunca mais.

Ela estava num momento de prazer tão intenso de nem notou a presença do marido ali, que limitou-se a sentar por ali mesmo e assisti-las enquanto acariciava-se de prazer. Thais, ao ver o prazer que ele sentiu ao vê-las ali, passou a esfregar-se cada vez mais no corpo dela, alternando beijos deliciosamente molhados com estímulos sexuais vibratórios. Ficaram ali por muito tempo, até que ela atingisse seu terceiro orgasmo, gritando, sem fôlego e desprovida de pudor algum.

Seu marido chegou ao clímax na mesma hora, ao assisti-la sentindo tanto prazer. Gemeu alto, gozou de olhos bem abertos.
Ao final, estavam os três satisfeitos, cada um à sua maneira: Ele por finalmente assistir cena tão sonhada, ela por satisfazer um desejo há tanto escondido dentro de si e Thais por completar mais uma experiência tão deliciosa em seu álbum de prazeres.
Não trocaram uma só palavra sobre isso: vestiram-se e foram cozinhar juntos, todos com sorrisos largos.
Fizeram a melhor lasanha de suas vidas.

@amanda_arm dia 29 de janeiro de 2014
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Gozando de um bom livro

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Dois diretores de cinema (Pedro Diniz e Luiz Cardoso) um pouco loucos e dois blogueiros de mente igualmente insana (Adriano Riva e Khair Assaf) uniram-se para o projeto “gozando de um bom livro”, uma wéb serie que promete dar o que falar:  uma incrível jornada de autocontrole, que põe em cheque o estímulo visual vs. estímulo físico – uma adaptação da série do fotógrafo americano, Clayton Cubbit, “Hysterical Literature”.

Resumindo: uma leitura mega séria enquanto DOWN THERE rola um super  estímulo vibratório.

E, para o quinto capítulo, não apenas UMA, mas DUAS mulheres lendo JUNTAS. E sim, uma delas sou eu. A outra, ninguém menos que a rainha do carnaval, Maísa Magalhães.

Confere, né!

PS: Mals aí da trolladinha, tá? Hihi.

@amanda_arm dia 27 de janeiro de 2014
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Links de SEXta #92

@naitman dia 18 de outubro de 2013
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Tudo pela arte

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Av. João Pessoa, 54 – sobreloja. O local parecia bem trash, ficava em cima de uma sex shop.

Estava uns 15 minutos adiantada e só conseguia pensar consigo mesma: “Ainda dá tempo de fugir, tu não nasceu pra isso, guria! Modelo fotográfica? Onde já se viu, não leva nenhum jeito!” – E quando finalmente decidiu virar-se para ir embora, abriram a porta:

- Oi, Julia! Chegou bem na hora, o Rodrigo acabou de chegar. Vem, vamos subir.

Droga! Já estava até suando. Sessão de fotos…onde ela estava com a cabeça quando aceitou aquilo? Ah sim, era pelo cachê. Dinheiro de meio mês de trabalho em um dia.  E né? Disseram que não é nada pornográfico, que só tem uma pegada sensual, que não haverá nudez, apenas quase.  “Porque eu vim fazer isso, se tenho vergonha de ficar (mesmo que semi) nua até na frente do espelho? Como eu sou idiota! E esse tal Rodrigo deve ser um ridículo, desses fortões tatuados que só pensam no próprio corpo. Será que ele vai tirar sarro de mim? Estou alguns quilos desconfortável comigo mesma…”

- Esse é o Rodrigo, que vai modelar contigo na sessão de hoje. Rodrigo, essa é a Julia. Como eu já expliquei antes, é um ensaio para um catálogo de tatuagens, com a temática sexy. A intenção é basicamente retratar o amor entrelaçado com a arte da pele de vocês, entre lençóis. Sem mais enrolações, podem ir lá pra dentro se trocar, vocês tem 10 minutos enquanto eu monto o estúdio.

“Ah, até que ele é normalzinho…E tem tattoos bonitas. Pensando no lado artísico da coisa, vai ficar bonita a foto e…EITA! É ISSO que eu vou ter que usar? Será que não tem um maior? Gente, que treco minúsculo, vai ficar tão atochado! Ai, que vergonha!”

Já no estúdio, o fotógrafo dirigia eles para onde deveriam ir, como deveriam movimentar-se e que pose deveriam fazer. A mão mais pra cima, unha mais apertada na costela dele, boca mais perto da nuca dela, levanta a miniblusa dela mais um pouquinho…isso!

E em meio à tanta vergonha ela se deu conta que não tinha trocado uma palavra com o tal Rodrigo. Aquele mesmo cara que estava ali, apalpando, seduzindo e tocando quase todo o coropo dela, e ela nem sabia como a voz dele se parecia.

- Desculpe o silêncio, é que estou meio envergonhada. Nunca fiz isso antes.

- Não tem problema, linda. Eu faço isso há 3 anos e nunca me acostumo. Com todo respeito, seu corpo é muito bonito: combinou super bem com essas tatuagens. Muito bom gosto.

- O-o-obrigada.

- Hehehe, de nada. Quer uma dica? Apenas relaxe. Imagine que estamos numa dança e deixa que eu te conduzo. Finge por um instante que tudo isso aqui é de verdade, e que não tem ninguém ali assistindo a gente. Finge que essas são nossas preliminares.

E em um instante, a vergonha foi embora. A vontade de ser de verdade fez todo o medo ir embora, e as fotos ficavam cada vez mais perfeitas: agora tinha olho no olho, movimentos voluntários, olhos fechados, beijos de nuca e língua por entre as coxas. Tinha arrepio real, suor involuntário e algumas mãos bobas. Tinha vontade, todo o tesão (ou mais) que eles foram contratados para fingir ter. E o fato de precisar fingir que estava fingindo deixou tudo ainda mais excitante: uma tortura com gosto de sexo que precisava parecer de faz de conta.

Sentiu-se cada vez mais quente, mais molhada e mais encaixada naquele corpo que fazia caras e bocas não mais para as câmeras. Era “pela arte” que quase se despiam de verdade enquanto o faziam de mentirinha.

Três horas de tortura depois, era finalmente hora de conversar feito duas pessoas que recém se conheceram e voltar para o estágio da “paquera”, se é que nesse ponto, isso ainda era possível.

Saíram lanchar. Ele descobriu que ela gostava de bacon e maracujá. Ela descobriu que ele não gostava de cebola. Uma hora mais tarde, ambos descobriram que a posição favorita deles era bem parecida. Que o gosto do beijo dele era quase doce e bastante molhado. Que ela adorava sexo oral. Que ele gemia quando ela o apertava com mais força. Que ela podia gozar várias vezes seguidas. Que ele tinha arrepios na nuca e cócegas nas coxas.

E que todas aquelas fotos da tarde refletiram exatamente o que as lentes da câmera captaram.

@amanda_arm dia 17 de outubro de 2013
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Sexo também faz bem pra saúde

Mais do mesmo, e conteúdo óbvio, mas não custa pontuar os top10 benefícios que o sexo faz à sua saúde.

Garanto que você não sabe todos ;)

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1. Ter relações sexuais alivia dores de cabeça. Cada vez que você faz amor, libera a tensão das veias do cérebro.
2. Um grande número de relações sexuais pode limpar o nariz entupido. Sexo é um anti-histamínico natural. Ele ajuda a combater asma e alergias de primavera.
3. Fazer amor é um tratamento de beleza espetacular. Os cientistas descobriram que quando uma mulher faz sexo, produz grandes quantidades de estrógeno que dá brilho e maciez ao cabelo.
4. O sexo é um dos esportes mais seguros. Fazer amor quase todos os tons e fortalece os músculos do corpo feminino e masculino. É mais agradável do que nadar 20 voltas na piscina e não precisam de tênis especiais!
5. Fazer amor devagar, suave e relaxadamente reduz as chances de sofrer dermatites, erupções na pele e acne. O suor produzido limpa os poros e faz sua pele brilhar.
6. Fazer amor pode queimar todas as calorias que você acumulou nesse jantar romântico antes de dormir.
7. Sexo é um santo remédio para a depressão. Ele libera endorfina na corrente sanguínea, criando um estado de euforia e deixando mulheres e homens com um sentido de ser único.
8. O sexo é o tranquilizante e relaxante muscular mais seguro do mundo. É mil vezes mais eficaz do que o Valium.
9. Quanto mais sexo melhor, pois um corpo sexualmente ativo libera bem mais feromônio. Este perfume natural das glândulas do nosso corpo é imperceptível ao nosso nariz, mas que excita bastante as mulheres!
10. Beijar todos dias mantém você mais tempo longe do dentista. A arte de Beijar faz com que a saliva limpe os dentes e diminui a quantidade de ácido que causa a cárie, impedindo possíveis problemas bucais, sem contar que mantém o hálito sempre renovado!

Vi aqui.

@amanda_arm dia 19 de setembro de 2013
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Links de SEXta #87

@naitman dia 6 de setembro de 2013
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O dia em que eu falei putaria na TV

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E ontem fica conhecido como o dia em que me convidaram para falar de putaria num jornal em horário nobre.

Você pode assistir o vídeo ——> AQUI. <——

PS: Foi rapidinho, mas bem delícia. Tipo sexo.

PS2: Erraram a PORRA do meu nome, eu sei, tá? É ARMELIN, a quem interessar possa.

@amanda_arm dia 5 de setembro de 2013
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Absorvente para sexo? Oi?

Absorvente promete ser utilizado até em relações sexuais em período menstrual \o/

Absorvente promete ser utilizado até em relações sexuais em período menstrual \o/

 

Mês que vem tem novidade sexual no Brasil!

É o Soft Tampom, um absorvente interno que pode ser utilizado em relações sexuais (praticamente um OB do sexo). Ele não tem aquele cordão chato e é feito de um material maleável (uma esponja com tratamento especial).

O produto tem uma abertura em formato de coração, onde se introduz o dedo para coloca-lo e retirá-lo do útero, e pessoas que já fizeram o teste afirmaram que não é desconfortável nem incômodo.

Isso quer dizer que suas desculpas para não transar enquanto menstruada, acabaram! (OLHA OS HOMENS VIBRANDO COM A NOTÍCIA AÊ, GENTE!)

A ideia geral do produto é permitir que a mulher não interrompa sua rotina por nada, nem no período menstrual. Isso quer dizer, sexo a toda hora, mesmo “de Chico” \o/

De acordo com o fabricante, o absorvente pode ser usado por até oito horas (achei muito, mas ok) e promete que o parceiro nem perceba que você está menstruada quando utilizado.
O produto será comercializado em embalagens com dez unidades ao custo de R$ 38,00 e pode ser encontrado na Loja Intt, de produtos eróticos.

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Eu vou provar, com certeza! ;)

@amanda_arm dia 23 de agosto de 2013
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Roupão cor de rosa

Era uma noite comum de terça-feira. Voltou pra casa de metrô, como sempre o fizera.

Subiu as escadas, descalçou os sapatos e colocou-os ao lado da porta, como religiosamente fazia ao chegar em casa. Deu cinco minutos de atenção para o gato, que indiferente como só ele sabia ser, saiu de perto e foi deitar num canto escondido qualquer.

Colocou a água para ferver e sua música favorita pra tocar, infinitamente no repeat pela milésima vez – “os vizinhos já devem estar cansados de ouvir essa música”, pensou por um instante.

Despiu-se por completo enquanto temperava a água de sua banheira: nem tão morna, nem tão quente; o ponto perfeito pra sentir-se inebriada enquanto lavava o corpo, na tentativa de limpar a alma e a mente inquietas.

A música estava tão alta que só ouviu a campainha tocar quando já era a terceira vez que o faziam. Levantou às pressas, saiu pingando água pela casa toda, enrolada num roupão rosa, cheio de coelhos desenhados, todo surrado, desses que fazem um homem pensar duas vezes se aquela é mesmo uma mulher madura e decidida.

“Quem é?”. Silêncio.

Abriu a porta e deu de cara com um homem que nunca havia visto antes. Em tempo de ainda cobrir o mamilo esquerdo que ainda gotejava água morna, e todo eriçado, reparou apenas que ele tinha um cheiro cítrico meio amadeirado embriagante.

“Posso ajudá-lo?”. Silêncio.

E ele, que até então não tinha se dado ao trabalho de encará-la, levantou a cabeça, revelando a barba por fazer, dois enormes olhos castanhos, um largo e perfeito sorriso e cabelos negros, levemente bagunçados e semi-escondidos dentro de um boné velho qualquer.Vestia jeans, chinelo e uma camiseta velha, levemente suja.

- Sou seu novo vizinho. Mudei pra cá hoje, durante o dia. Ainda não tive tempo de instalar o chuveiro e sei que isso é muito estranho, mas gostaria muito de tomar um banho. Seria muita inconveniência de minha parte?

Ainda arrebatada por pensamentos completamente pecaminosos e cheia de desejo daquele corpo em cima do seu, tentou agir naturalmente, respondendo que não seria incômodo algum, que ela mesma tinha acabado de sair de lá.

Entraram ambos na sala, com aquele típico constrangimento que assola recém conhecidos que visivelmente se desejam, e algumas poucas palavras e conversas depois, acharam melhor acabar logo com aquilo tudo.

Ele entrou no banheiro, e ela constrangida avisou que a porta não fechava direito, sentindo-se envergonhar enquanto explicava que não tinha consertado porque morava sozinha e….ufa, ainda bem que ele riu e disse que não tinha problema.

Fez sua caneca de chá de hortelã, e deixou uma pronta pra quando ele saísse do banho, por via das dúvidas. Não queria parecer uma anfitriã indelicada.

Colocou seu shorts de ficar em casa e uma blusinha qualquer e sentou no sofá, tomando seu chá e assistindo um seriado qualquer na TV. Segurava-se a todo momento para não olhar em direção àquela porta entreaberta, sentindo o desejo quase escorrer por entre as pernas.

Ele acabou o banho, recusou educadamente o chá não cansou de agradecê-la e parecia não querer mais incomodá-la. Já ia se despedindo quando um destino muito levado fez com que o beijo de despedida roçasse levemente os lábios dela no dele, bem no cantinho da boca.

Um frio na espinha depois, lá estavam de olhos estalados e de rosto tão perto um do outro, pensando o que fazer daquela situação. E ao contrário do que o roupão que ela abrira a porta indicava, era mulher decidida e sabia bem o que queria: aproveitou a oportunidade e puxou-o pra cima de si, ali mesmo no sofá.

Beijou-o longa e intensamente, alternando entre carícias leves e mãos bobas com vontade de sexo.
Permaneceram ali, agarrados em preliminares intermináveis por longas duas horas, e enquanto ela já gozara duas vezes, ele insistia em segurar ainda mais. Por fim, despiu-a finalmente por completo e carregou-a pra cama.

Penetrou lentamente, sentindo-a contrair e gemer ofegante, já transpirando por todos os poros de seu corpo e escorrendo na cama.

Por mais meia hora, transaram como se aquela fosse a primeira e última de suas vidas: tinha intensidade, curiosidade, vontade e ausência de culpa. Tinha libido pura, desejo carnal e a forma mais simples de se querer sexo. Tinha tesão; não tinha pudor.

Gemeram, transpiraram, se arranharam e por fim, gozaram juntos.
Ele, num gemido forte, ela, num sussurro leve. Entreolharam-se, sorriram.

Vestiram-se, agradeceram-se. Tomaram o chá (agora gelado) e não contente, ela despediu-se dele com um “pode voltar amanhã, meu chuveiro está à sua disposição” e uma piscadela.

@amanda_arm dia 8 de agosto de 2013
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