Como casais mantém a relação quente a longo prazo?

Primeiro, o resumo visual da resposta de 1 milhão:

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E complementando, assista o TED Talk da terapeuta de casais que viajou o mundo todo buscando essa resposta, Esther Perel. Encontre algumas respostas e afirmações surpreendentes, que podem mudar completamente a maneira que você pensa em relação à sexo em relações duradouras.

Entenda que conceitos de bons relacionamentos, como nutrir, cuidar, sem bonzinho e fazer o bem estão inversamente proporcionais ao nível de sejeo: você se atrai pelo outro quando tem uma nova visão da mesma coisa, como por exemplo quando ele está em seu elemento natural, fazendo algo que ele ama, e aquela distância confortável entre vocês atrai, faz com que você sinta desejo por aquela pessoa passional, guerreira e nada “boazinha”.

Normalmente, os casais dizem que gostariam de ter mais sexo, mas o que eles querem realmente dizer é que eles querem sexo de melhor qualidade, porque um bom nível de intimidade não garante automaticamente um bom nível de sexo. Assista:

Amanda Armelin dia 30 de abril de 2015
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Desculpe-me. E eu te amo.

Man in Love

Lembro como se fosse hoje.

Acho que se fechar os olhos, ainda consigo ver nitidamente você na minha frente com aquela blusa levemente decotada, acompanhada de um largo primeiro sorriso (de muitos) e aquele abraço de como se já fossemos velhos amigos. Nem preciso me esforçar para lembrar o cheiro doce do seu perfume, ou o mentolado do seu hálito enquanto falava perto do meu ouvido coisas banais, no meio da pista de dança. A balada estava ensurdecedora, e ainda assim, eu só ouvia e via você: nem sei dizer se naquele dia o lugar estava abarrotado de gente como nas outras vezes que fui e você não estava lá.

Sua simpatia me surpreendeu e cativou de pronto. Seu jeito direto fez com que nossa afinidade crescesse rápido. Não demorou muito, fui convidado a conhecer sua casa. Você nunca foi de fazer jogo, não é mesmo? Sempre que quis algo, falou, ou simplesmente foi lá e fez. Esse sempre foi seu ponto forte. Mas para uma pessoa sistemática como eu, é também o ponto fraco.

Por uma vez tentei não pensar nisso: afinal, você me embriagava. Se algo me passava pela cabeça, era seu rosto, sua voz, seu corpo. E que belo corpo!

Toquei sua campainha com o coração quase na boca. O mundo parou por um segundo e te vi ali, escorada na porta com aquele mesmo sorriso bobo e olhar descompromissado, meio tímido, meio sem jeito. Pensei, “que se dane qualquer escultura grega ou romana, aquela garota ali, exatamente daquele jeito, isso sim é arte.”

Eu me apaixonei por você naquele instante.

Seu jeito levemente desleixado de deixar o cabelo cobrir parte do pescoço, somado ao decote aparente (quase sempre presente) atraíram meus olhos e despertavam minhas vontades mais íntimas. Seus shorts curtos, revelando coxas grossas e rabiscadas sempre te deram um tom meio arredio, meio rock and roll. Você nunca teve receio de parecer desleixada: entendeu cedo que sempre foi sexy por natureza. Seu estilo “foda-se” sempre te fez ainda mais sensual.

E a conversa, meu Deus! Como fluía nosso papo…era como se tivéssemos passado uma vida lado a lado (quem sabe não foi uma anterior, não é mesmo?). Eu não queria sair de perto de você nunca mais. Passaria uma vida encarando seus olhos, admirando seu sorriso. Sempre achei engraçado quando você, sempre tão decidida, ficava sem graça. O cheiro do seu cabelo, da sua pele, da sua casa. Eu precisava pertencer ali.

Às vezes (e me perdoe por isso) eu nem conseguia prestar atenção nas suas palavras, porque acabava hipnotizado pelo movimento da sua boca: a boca que eu queria tanto beijar.

Lembra que você me deu um filme pornô e alguns itens de sex shop de presente aquele dia? “Pra você se divertir quando estiver triste”, disse. Eu não sabia se ria ou se me apaixonava. Você não era nada comum, nada previsível. Sempre teve o controle da situação, e nunca pareceu se incomodar com isso: é seu natural. A garota mais estilosa e segura que eu já tinha conhecido na vida estava ali, na minha frente. E eu estava me apaixonando por ela.

Sem rodeios, você me puxou para o quarto. Deitei na cama e você me beijou. Tomou o controle, ficou por cima de mim e num numa velocidade quase torturante de prazer, me beijou de novo, olhando nos olhos. Era como se você já tivesse me despido, porque ali, eu fiquei nu. Nu para tudo que eu achei que era o “papel do homem” minha vida toda. Indefeso para sua confiança e certeza tão desprovida de pudor, sua vontade explícita de nós dois. Confesso que me senti indefeso por um minuto: não estava acostumado com essa falta de jogo, de enrolação. Mas seu toque era extasiante e tudo que eu queria era mais. Mais do seu beijo, do seu cheiro, da sua pele.

Você me fez sentir desejado, tarado, sem medo.

Saiba, garota, que você foi a melhor transa da minha vida. Cada penetração me deixava arrepiado. Todas as vezes em que transamos no banho, fizemos amor pela manhã ou fodemos madrugada adentro. Deitados, em pé, sentados. De lado, de costas, de quatro. Com você, eu aprendi a não ter vergonha de sentir prazer, de gemer mais alto, de romantizar o sexo, de sentir tesão. O melhor oral que já recebi, a melhor palmada que já dei. Entre suor e leves puxões de cabelo, uma pausa para beijos apaixonados e olhos nos olhos que quase faziam gozar antes do previsto. Você no meu colo era o paraíso ao alcance das mãos. Em pouco tempo, sua cama se tornou o melhor lugar do mundo. Não importava mais nada -“foda-se a vida lá fora”- eu só queria sentir seu corpo nu no meu.

Você tinha a mistura perfeita de amante dominadora e menina frágil. Sua voz doce pela manhã me acordando com café na cama era delicioso e contraditório quando comparada com a mulher decidida, sexy e tarada que estava comigo entre lençóis na noite anterior.

Você ia trabalhar e eu ficava ali no quarto vazio. Por várias vezes me belisquei, só pra ter certeza que não estava sonhando. Antes de partir, eu espalhava bilhetes românticos e sacanas pela casa, mal esperando a hora de sair correndo do trabalho e me afogar mais em você.

Todos os dias, que logo viraram semanas, e que logo viraria um mês. Minha paixão aumentava e suas defesas baixavam. Você me apresentou seus amigos, não tinha vergonha de demonstrar carinho em público. Era tudo tão natural, e ao mesmo tempo assustador. Eu mal sabia que aquela mulher também tinha planos de ser cuidada. De ser casada. De ser mãe. Falamos de futuro, de comprometimento.

E o que aconteceu?

Eu morri de medo. Eu pensei demais. As incertezas falaram mais alto. Tudo estava perfeito demais para ser verdade e com medo de que algo estragasse isso, eu estraguei sozinho.

Fiz o que todo homem covarde faz.

Eu fugi.

Do melhor sexo. Da risada fácil e gostosa. Do cheiro agradável da sua pele. Da conversa divertida pela madrugada. Do carinho no sofá. Do seu toque no meu corpo (e vice-e-versa). Eu tinha tudo. Eu perdi tudo.

Porque eu deixei tudo para trás? Acho que é o que tento responder todos os dias desde o minuto em que fui embora pra sempre.

Meu maior arrependimento é ter sido covarde com você.

Hoje, eu queria voltar no tempo e dar um soco na cara daquele rapaz inseguro. Olhar nos olhos dele e dizer “Não perca essa garota, ela é a mulher da sua vida.” Eu queria voltar, te pedir desculpas e te beijar até perder o fôlego. Queria sussurrar no seu ouvido que sempre te amei e que fui um idiota. Queria dizer que agora você é minha, e que eu sempre fui seu. Queria dizer que agora eu fico, e que nunca mais arredo o pé.

Esse texto é só pra dizer que te amo. E que ainda sonho com minha segunda chance.

Amanda Armelin dia 6 de março de 2015
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Não te quero mais

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[Você DEVE ler este texto ao som de Pra Sonhar]

Sempre fui dessas que não tem vergonha de sentir saudade, e hoje não foi diferente.

Bom, na verdade foi. Porque pela primeira vez foi com você: engoli toda a mágoa que o seu medo e sua fuga me causaram e deixei a memória buscar toda a parte boa do nós que vivemos. Pra ser sincera, hoje até entendo seus medos e motivos, mas isso não vem ao caso.

Nosso timing e nossas expectativas podem ter sido erradas, mas o que passamos juntos na época pareceu bem certo: desde sua cara de pau ao vir falar comigo no meio de um batalhão de gente estranha até nossa decisão em nem se dar ao trabalho de tentar algo mais sério.

Seu excesso de comprometimento com o passado e minha excentricidade em planejar um futuro nos separou, antes mesmo de começarmos.

Mas eu senti saudade de como você me olhava com vontade nos olhos. De como tinha medo de me perder e de como se revelava sentimental na pillow talk depois da transa. Do sorriso de canto de boca que soltava ao me ver chegando de longe, de como não sentia vergonha de ser você mesmo quando estava comigo.

Quase senti seu cheiro na cama e lembrei do que estava escrito em cada um de seus bilhetes tarados espalhados pela casa. Fechei os olhos pra lembrar de como eu me derretia enquanto você tocava violão ao pé da cama, ainda suado e semi-nu, depois que transávamos. De como era vidrado nos meus pés (e na minha bunda).

Sorri escondido ao lembrar da tara que você demonstrava em locais públicos, me deixando sem graça e com tesão ao mesmo tempo. Deliciei-me em lembrar do seu ciúme bobo e descontrolado, pedindo satisfação a toda hora. Lembrei até daquela vez que você quase deu um soco no moço da mesa do lado, lá de cima do palco enquanto eu te assistia e ele me paquerava. Lembrei também de como nos resolvemos mais tarde entre lençóis.

Ouvi sua voz pertinho do meu rosto, e aquele seu jeito sem jeito de dizer que queria ficar comigo mas tinha medo do meu jeito moleca. Lembrei de como você gostava de frutas e sexo no café da manhã, e mais ainda quando eu lhe trazia na cama, vestindo apenas sua camiseta da noite anterior.

Engoli todo meu orgulho e vim aqui confessar que por você eu teria mudado o meu mundo e o meu jeito, só pra ficar no seu. Por você eu talvez até tivesse casado. Eu teria escrito um livro, plantado uma árvore e quem sabe, feito um filho.

Hoje não te quero mais, mas ainda te levo comigo; pra poder lembrar de tudo isso e usar sorrisos tímidos de maneira contida, esporádica e sincera do que poderia ter sido quando precisar suspirar. Deixei-me também um pedaço, pra você nunca se esquecer de lembrar de mim, ou da intensidade do que tivemos e nunca admitimos: muito mais que o combinado de “só sexo” inicial.

Amanda Armelin dia 3 de março de 2015
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Conheça a webserie Puro Êxtase

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Conhecidos em 2013 com a webserie “Gozando de um bom livro” (da qual eu participei também: veja AQUI), a dupla de criativos da SF13 Produções, Pedro Diniz e Luiz Cardoso, traz agora uma nova ideia, lançando novo desafio: manter a compostura em diversas situações cotidianas, enquanto estimulado DOWN THERE.

Sim, a série é #NSFW e sim, promete ser deliciosa de assistir. Confira o Teaser de “PURO ÊXTASE”, com Bianca Jahara apresentando Lola Benvenutti e o PENNE (hihi) milagroso.

Uma realização SF13 Produções com o apoio de Mooca Station, Extravagance Boutique, Universo Curioso e Agência MM Creative, e música por André Beraldino (disponível para compra no iTunes).

Amanda Armelin dia 3 de fevereiro de 2015
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Sobre o sexo que nunca faremos

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Não adianta, menino: você vai ser sempre de alguém que não meu e eu vou sempre ser de alguém que não sua. E por mais que a gente tente fingir que tá tudo bem, que somos superiores e evoluídos a tudo que diz respeito aos chamados relacionamentos maduros, o coração nunca vai entender porque a gente perde tanta chance de ser feliz juntos.

Porque toda vez que a gente se vê, fica difícil disfarçar a empolgação num simples abraço de oi e um beijo na bochecha já é capaz de nos fazer corar, refletindo a esperança esquisita de que um dia o destino se encarregue de errar a pontaria e encostar sem querer no canto da boca. Cada palavra que trocamos parece ter um tom de duplo sentido, de vontade contida na esperança que o outro note os pensamentos apimentados sobre o que estaríamos realmente fazendo se não fôssemos politicamente corretos e socialmente comprometidos com um futuro que jamais seria nosso se fôssemos algo mais do que somos hoje.

Nosso problema é saber. É ter certeza que no fundo, seríamos o perfeito caso que tem tudo para dar errado. Seríamos o próprio caos e juntos, transformaríamo-nos naquele tipo de gente louca, ciumenta e possessiva que sempre criticamos às escondidas. E ainda assim, dói saber que nunca seremos um só. Dói pra caralho saber que sempre haverá um “se”, uma chance perdida, uma possibilidade não tentada.
E essa ânsia mútua que temos em dominar provavelmente só daria certo entre quatro paredes. Nunca tive dúvidas que provaríamos o melhor sexo do mundo: aquele misto de libertar toda a vontade contida há anos com a raiva em saber que não seríamos um do outro pra sempre. Aquela tara presente em todo o sexo de reconciliação sem ao menos termos brigado antes.

O cheiro sem máscaras, as vergonhas e tabus todos deixados do lado de fora do quarto. Os olhos que não se desviam, que se arregalam, que se conversam sem uma única palavra ser dita. O toque que arranha, que quase machuca de tão forte e intenso que precisa ser: a fantasia tornada realidade com certeza renderia alguns hematomas leves, apenas a cunho de ter certeza que não era mais uma vez a imaginação tomando conta da imaginação e traindo os sentidos. Sua mão em mim, minha boca em você. O cabelo emaranhado, a cor das nossas tatuagens levemente afetadas pelo escorrer do suor fruto de um prazer quase proibido de tão gostoso. O eriçar de mamilo que o leve raspar do teu peito causaria. O arrepio que a minha boca no teu pescoço causaria por inteiro. O gosto, o gozo, o ápice. E o repeteco.

O gemido do novo orgasmo e a vontade de que o tempo parasse. Que a vida se resumisse num looping de noites de sexo. Que todos os outros problemas que enfrentaríamos no mundo lá fora não nos estapeassem na cara, como uma ressaca brava que a vida causaria ao nascer do sol, não existissem.

Por ora, seguimos assim: desejosos e ingratos por sermos ambos tão complexos. Felizes porém, pela consciência e imaginação que temos.
E esperando, lá no fundo (embora sempre negando), que um dia o mundo dê voltas. E que toda essa nossa complexidade se torne, do dia pra noite, algo muito mais simples do que gostar de chocolate.

Amanda Armelin dia 27 de janeiro de 2015
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10 curiosidades científicas sobre sexo

Você não pode morrer sem saber disso tudo!

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Sexo é bom e todo mundo gosta. Mas as coisas podem não ser tão simples quanto parecem. A sexualidade humana e animal esconde segredos, detalhes e curiosidades que só mesmo os cientistas podem nos ajudar a entender. Conheça algumas delas:

 

Sexo para curar enxaqueca

Um estudo da universidade de Münster com 400 pessoas que sofrem de dores de cabeça e enxaqueca constatou que 20% dessas pessoas conseguiram interromper suas crises com relações sexuais. Outras 36% sentiram uma melhora parcial nos sintomas após o ato. Melhor que tomar remédio, não?

Postar no Facebook provoca no cérebro sensação semelhante à do sexo

Falar sobre si mesmo em redes sociais faz com que o corpo libere dopamina, a mesma substância química que provoca no cérebro a sensação de prazer resultante de uma relação sexual. Pelo menos é que diz um estudo realizado pela universidade de Harvard.

As 20 músicas que dão mais prazer do que sexo

Um estudo da universidade de Londres com 2 mil pessoas entre 19 e 91 anos descobriu que 40% dos entrevistados ouvem música durante o sexo. A pesquisa também gerou uma lista com 20 canções, cuja audição é mais prazerosa que o sexo. Bohemian Rapsody, do Queen, foi a primeira colocada.

A camisinha de látex pode desaparecer em breve

Financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates, um projeto da universidade de Wollongong pode acabar com a camisinha como a conhecemos. A novidade é o uso de hidrogéis (no lugar do látex) na fabricação de preservativos. O fato de ser úmido e mais maleável é o que justifica a potencial substituição.

Exercício é afrodisíaco

Você sabia que a prática de exercícios físicos pode ser afrodisíaca? É o que diz um estudo realizado com 250 pessoas pela universidade da Califórnia. Os cientistas constataram que aqueles que realizavam cerca de 40 minutos de exercício por dia tinham o dobro do desejo sexual do que os que praticavam uma média de 20 minutos diários de atividades.

Camisinha elétrica existe

Já ouviu falar da camisinha elétrica? Criada por pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, o preservativo é formado por tecido condutor libera impulsos elétricos de baixa intensidade para provocar mais prazer.

Crise econômica abala desejo sexual

Na Espanha, de 2010 para 2012, o tempo médio dedicado às relações sexuais caiu de duas horas por semana para apenas 34 minutos a cada sete dias. Os dados foram coletados num levantamento realizado pela Pfizer com 502 mulheres e 528 homens entre 36 e 65 anos, antes e depois da crise econômica.

Procuramos parceiros parecidos conosco

Um experimento realizado pelo Instituto de Ciências da Evolução de Montpellier pediu que voluntários escolhessem entre alguns rostos femininos o que lhe parecesse mais atraente. No fim, foi constatado que os participantes majoritariamente escolheram mulheres com traços físicos semelhantes aos seus.

Laptop pode sim deixar estéril

A publicação Fertility and Sterility divulgou um estudo que demonstra que colocar o laptop, conectado ao Wi-Fi , no colo piora a qualidade do sêmen. Para o experimento, amostras do esperma de 29 homens foram colocadas debaixo de um notebook conectado à internet sem fio. Quatro horas depois, os espermatozóides já não se mexiam.

Fêmeas podem ter pênis

No norte de Minas Gerais, biólogos brasileiros identificaram a presença de fêmeas com pênis em quatro espécies de insetos. Alguns indivíduos com pênis dessas espécies possuíam gametas maiores – típicos das fêmeas – o que tecnicamente os caracteriza como fêmeas. Um artigo sobre a descoberta foi publicado na Current Biology.

Via Catraca.

Amanda Armelin dia 19 de janeiro de 2015
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Era sexo, e era amor

Que outra razão ou explicação teria por sentir-se feliz e realizada pela primeira vez na vida? Chegara sua vez: estava finalmente completa, com tesão nos olhos e amor no coração. E a melhor parte? Tudo isso era completamente correspondido.

Encontrou nele a combinação perfeita de tudo aquilo que desejara sempre (e que tantas vezes não encontrou em outros corpos) com o que nem sabia que queria pra si. Um mundo novo de descobertas prazerosas diariamente. Algo que fazia ela parecer uma adolescente idiota quando fechava os olhos e suspirava.

Ele a tratava com respeito e carinho, além de trazer para a relação o nível de fogo e intensidade mais que necessários (que ela nunca tivera). Ela, ninfomaníaca assumida (e pela primeira vez, sem medo de assumir-se assim). Ele, idem.

Havia algo invisível entre eles que esquentava automaticamente o ambiente quando estavam juntos. Deve ser o que chamam de “química” por aí: transavam sempre e em qualquer lugar. Exalavam tesão – e não há melhor forma de descrever.

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Surpreendia-se sempre com a própria capacidade de pensar tantas formas de agradá-lo romanticamente; mas que invariavelmente, tivesse segundas intenções intrínsecas e acabasse em sexo.

O melhor sexo de sua vida, por sinal.

Desse tipo que começa antes mesmo de se encontrarem, quando a vontade e a imaginação ainda falam mais alto e voam além do que quer que esteja fazendo, encontrando-se em formato de provocação leve e tarada, além de descontraída. Desse tipo que faz planejar a música, a lingerie e a posição. Que causa calafrios e histórias eróticas intensas na imaginação em horário de expediente. Que só deseja que o tempo passe logo.

Desse tipo que dispensa palavras no encontro e faz faísca com olhares. Que num, abraço já deixa com vontade de rasgar as roupas. Esse mesmo, que tem preliminares tão longas desde o primeiro beijo, num tom provocante e desafiador da libido do outro, testando os limites do desejo e provocando instintos, sentidos e sensações até que o gozo fale tão mais alto que o sexo se torna uma necessidade.

Necessidade incontrolável de transar, de fazer amor. Penetrar e gozar do jeito mais intenso que o corpo de ambos permitir. O tão sonhado sexo perfeito, que tantas outras pessoas afirmaram outrora que não existia estava ali, acontecendo com ela na proporção perfeita de amor e tesão que trazem os melhores orgasmos. Juntos, separados, múltiplos, diurnos, noturnos, telefônicos, presenciais…

Era sexo, e também era amor. E não existia sensação melhor que essa no mundo todo.

Amanda Armelin dia 19 de dezembro de 2014
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Homens: dica para manter o playground limpinho

Não que o texto tenha fórmulas secretas ou algo que fuja muito ao bom senso, mas é divertido de ler. E claro, mandar como quem não quer nada para aquele peguete que não segue algum desses conselhos.

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1- Aparar: Sim
A única regra inviolável é jamais ter algo com uma aparência (ou – misericórdia – um cheiro) ingovernável. Adoro caras cabeludos, mas não há nada pior do que tirar a cueca do sujeito e, bem na hora do sexo oral, tomar um susto e pensar que o Chewbacca chegou antes de você. Uma boa dica: os pelos abaixo da sua barriga e acima do seu joelho não podem ser compridos a ponto de enrolarem no seu dedão. Em primeiro lugar porque cachos nos pelos pubianos saíram de moda há muito tempo; em segundo, porque já é trabalho suficiente tirar o meu cabelo do rosto na hora do boquete – que dirá tirar seus pentelhos do meio dos meus dentes.

2- Depilar:  Não
Um saco nu cria um visual em que o pênis parece estar reclinado sobre um pufe cor de pele. Aí já vem a imagem de um pinto com um minipacote de pipoca na mão, sentado em frente à TV, assistindo ao videoteipe do futebol. Brochante.

3- Preparar-se com antecedência: Sim
Sabe aquele momento em que o barbeiro acaba de cortar seu cabelo e passa um pincel nos seus ombros? Se ele não fizesse isso e depois, por um estranho acaso, desse uma lambida no seu pescoço, seria a coisa mais nojenta do mundo. Por isso, na próxima vez em que você acreditar que alguém possa querer colar o rosto na sua virilha, lembre-se de tomar uma chuveirada depois de usar a tesourinha.

4- Aderir a neologismos:  Não
Já ouviu falar em manjazzling? Ou scrotazzling? Trata-se da prática de enfeitar o próprio membro e adjacências com pedrinhas de strass e/ou purpurina. Não caia nessa. Não quero olhar o saco do cara e pensar que estou diante de um globo de discoteca.

5- Manter o odor natural:  Sim
Pelo amor de Deus, não borrife nada naquela região. Sexo oral com um cara que se encheu de perfume lá embaixo é como entrar no elevador com uma velha que exagerou na colônia. Só que a velha, no caso, é seu pênis. Tomar banho regularmente é suficiente para resolver o caso.

Original aqui. 

Amanda Armelin dia 16 de maio de 2014
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Sexo especial em dia comum

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Namoravam há dois anos e tinham uma vida relativamente feliz, apesar da rotina.
Supermercado uma vez por semana, cinema uma vez por semana, barzinho e parque no fim de semana e assim por diante.
Acordar, tomar banho, fazer café da manhã, alimentar o gato, alimentar o peixe, andarem juntos até o ponto de ônibus, se encontrarem ao final do dia, janta, outro banho, tevê, sexo dia sim dia não e cama.

Mas naquele dia, ela exalava sensualidade. Aquele dia em particular, os olhos sorriam, a pele sorria, o corpo todo sorria.
Chegou em casa cantarolando uma de suas músicas favoritas, subiu as escadas num gingado meio dançante consigo mesma. Abriu a porta, acariciou o gato, e ainda cantando, jogou as roupas pelo chão da casa. Ficou só de calcinha e decidiu que vestiria apenas a camiseta de dormir que ele usara na véspera.
Descalça, foi até a cozinha decidir o que faria para o jantar. Caçando aqui e acolá, descobriu que tinha ingredientes suficientes para cozinhar algo diferente. Ela queria que a noite fosse especial, e apenas porque sim, já que não era aniversário de nada nem ninguém.

Amarrou os cabelos num coque todo bagunçado, e aquela mecha que caiu ao lado do rosto deixou ela ainda mais naturalmente linda.
Já estava picando as cebolas quando ele chegou, meio quieto e cansado, quando foi tomado pelo ar de luxúria que o apartamento agora exalava: sentiu como se tivessem borrifado feromônios no ar.
Do corredor, conseguia vê-la cozinhando (ela, que ainda não notara sua presença a alguns metros de distância) e sentiu que mesmo depois de dois anos, ainda conseguia se apaixonar mais por aquela mulher. Largou a mochila ali mesmo e ficou assistindo-a no ritual cozinhar/dançar/cantar que ela se envolvera sozinha.

Até que ela abriu o armário para pegar cogumelos, que ficavam na prateleira de cima, e nas pontas dos pés, com a camiseta levantando-se descaradamente, sentiu a melhor ereção de sua vida ao ver que ela estava com sua calcinha mais sexy: aquela preta, de renda, minúscula, que ele sempre tinha vontade de rasgar com os dentes.

Possuído pelo desejo e guiado pela ereção instantânea que aquela cena voyeur havia causado nele, tirou a camisa e caminhou em direção à ela.

Desligou cuidadosamente o fogo e enquanto ela tentava argumentar algo sobre o ponto da comida, calou-a com o beijo mais longo, molhado e cheio de vontade que conseguiu dar.
Ela soltou um gemido abafado quando sentiu molhar-se entre as pernas de tanto prazer, e pediu que ele a tocasse. Depois de tirar a camiseta e já com a mão entre suas pernas, sentia escorrer o tesão que aquele beijo havia despertado nela. Deitou-a delicadamente em cima da mesa de jantar e chupou-a até que ela implorasse que ele a penetrasse.

Pegou-a no colo e levou para a cama, onde tirou a calça e, enquanto ela se tocava para que ele assistisse, pediu que ele continuasse em pé, para que ela conseguisse retribuir o prazer oral. Ele teve que se concentrar e se conter por três vezes antes de puxá-la levemente pelos cabelos e penetrá-la com a mistura deliciosa de amor e tesão que estava sentindo naquele momento.
O ritmo era forte, intenso e tinha paixão no olhar. O beijo era tão cheio de tesão que virava mordida por vezes consecutivas.

Ela já estava em seu terceiro orgasmo quando ele não se aguentou e também gozou.
Completamente suados e ofegantes, ele, ainda dentro dela, olhou-a nos olhos e disse “eu te amo”.

Amanda Armelin dia 7 de fevereiro de 2014
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Libertina

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Thais era uma menina super extrovertida, de muitos amigos e sonhos. Tinha gostos simples e vontades mil.

Tinha horror a todos os padrões e convenções que um dia a sociedade tentou impor: de beleza, comportamento e sexualidade. Tinha um espírito rebelde cheio de causas e dúvidas, e só sabia que seria feliz quando se aventurasse por completo.
Fugiu de casa, da escola e da chatice da rotina. Beijou mulheres, fez tatuagens e foi viver de poesia.
De alma livre, viajou o mundo descobrindo aos outros e a si mesma: provou as mais deliciosas sensações sexuais que as etnologias que conheceu permitiam. Entre ser feliz e ser julgada pelos outros, sempre ficou com a primeira opção.

Fez amor com um estanho que conheceu em Paris: trocaram meia dúzia de palavras e muitos fluídos corporais.
Transou bêbada com um Italiano dono de um restaurante que conheceu enquanto jantava por lá.
Tem memórias de uma ótima transa no elevador, com um Húngaro que mal conseguia pronunciar o nome.
Mas ela queria mais. Ela queria sempre mais.

Em mais uma de suas jornadas poéticas, viu-se na Holanda, após descobrir que um casal de amigos de longa data ali moravam agora. Eles a acolheram, e mesmo sendo libertina sexual, foi sempre calma e educada. Ajudava nas tarefas da casa e era uma pessoa divertida de estar por perto. Vivia fazendo-os rir.
Algumas semanas depois, já haviam estreitado laços e criaram a rotina e o prazer de cozinharem juntos aos fins de semana. Naquela noite fariam lasanha.

Há alguns dias, ele notara o quão íntimas elas haviam ficado nesse tempo e começou a sentir-se culpado por imaginar diversas vezes como seria tocá-la enquanto sua mulher assistia. Tentava ao máximo não pensar nas situações eróticas que o ambiente causava, mas elas sempre o atormentava em sonhos cada vez mais pornográficos.
A situação se tornou tão incontrolável, que passava o maior tempo possível fora de casa, já que mal conseguia disfarçar suas ereções ao vê-las juntas: inventava mil desculpas e horas extras sempre que podia.

Foi ao supermercado buscar alguns temperos e ao chegar em casa, notou que a chaleira apitava sozinha no fogão com a água fervente. Não viu nenhuma das duas por perto, imaginou porque não estavam ali, adiantando o jantar.
Andou mais um pouco e encontrou o vestido de sua mulher jogado no chão. Ouviu um gemido e o coração veio até a boca.
Conhecia aquele gemido mais do que ninguém: ouvira ele nos últimos 12 anos durante a transa. Possuído de ódio ao pensar que ela estaria traindo-o com outro homem, entrou de sopetão no quarto, e viu a cena mais bonita de sua vida: sua amiga visitante estava ajoelhada na cama, estimulando-a oralmente nas genitais enquanto deslisava as mãos nas pernas de sua mulher, que se contorcia como se aquilo fizesse cócegas, mas que não queria que parassem nunca mais.

Ela estava num momento de prazer tão intenso de nem notou a presença do marido ali, que limitou-se a sentar por ali mesmo e assisti-las enquanto acariciava-se de prazer. Thais, ao ver o prazer que ele sentiu ao vê-las ali, passou a esfregar-se cada vez mais no corpo dela, alternando beijos deliciosamente molhados com estímulos sexuais vibratórios. Ficaram ali por muito tempo, até que ela atingisse seu terceiro orgasmo, gritando, sem fôlego e desprovida de pudor algum.

Seu marido chegou ao clímax na mesma hora, ao assisti-la sentindo tanto prazer. Gemeu alto, gozou de olhos bem abertos.
Ao final, estavam os três satisfeitos, cada um à sua maneira: Ele por finalmente assistir cena tão sonhada, ela por satisfazer um desejo há tanto escondido dentro de si e Thais por completar mais uma experiência tão deliciosa em seu álbum de prazeres.
Não trocaram uma só palavra sobre isso: vestiram-se e foram cozinhar juntos, todos com sorrisos largos.
Fizeram a melhor lasanha de suas vidas.

Amanda Armelin dia 29 de janeiro de 2014
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