Em São Paulo tem amor, sim senhor!

Foto by Denis Fonseca

Dizem que em SP não existe amor…Discordo completamente.

Amor existe (ou deveria existir) em qualquer lugar onde você esteja. Trate bem as pessoas, e serás bem tratado em troca.

É a mais simples matemática de que tudo que vai, volta.

Se você acha que não existe amor em SP, é porque provavelmente não tem sid bom o suficiente para recebê-lo. Que tal mudar tudo isso?

Lembre-se que as pessoas gostam de estar perto de quem sorri com os olhos, brinca, sabe ser simpático e está sempre bem humorado. Eu sei que as coisas não ficam bem 100% do tempo, mas ainda vale a tentativa: Viver cercado de gente que sorri para a vida faz esquecer os problemas.

Digo por experiência própria. Estou aqui há uma semana e meia e até agora não me faltou nem um pouco de amor, amizade, cumplicidade, ajuda e bom humor. Amigo, ou o amor de SP está TODO concentrado perto de mim, ou você quem está procurando no lugar errado.

Uma vez me disseram uma frase que marcou minha vida (acho que vou tatuar isso um dia): Home is where the heart is (lar é onde o coração está). Quer maior verdade que isso?

Hoje, meu coração está em SP. Perto de amigos de longa data. Perto da família. Perto de gente nova e divertida que tenho conhecido. E parte dele fica em Porto Alegre. Com gente que fez e faz toda a diferença na minha vida. Mas o que seria da vida sem saudade? Sem mudança?

O tempo passa, a Terra gira e a vida segue. É o rumo natural de tudo. Basta fazer com amor, e tudo fica mais fácil.

São Paulo tem muita chuva. Muita gente. Muito congestionamento. Muita fila. Muito barulho. Muita poluição. Mas tem muito, muito amor (é só saber procurar).

SaiDaqui ;)

@amanda_arm dia 30 de janeiro de 2012
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Uma sincera carta de boa noite

 

A vida passa rápido demais aos olhos de quem não quer ver. Essa pessoa amarga, dura e triste em que você se tornou é apenas o reflexo de tudo aquilo que você prioriou por anos a fio, esquecendo do que era realmente importante.

Seus cabelos estão mais brancos do que deveriam estar, denotando uma vida sofrida e cheia de stress. Você é escravo do seu telefone. Do seu computador. Do tempo que sempre alega não ter para quem lhe ama (mas sempre consegue um pouco mais para o trabalho), e de si mesmo.

E o que você fez da vida, agora que está com 50 anos, solteiro e sem amigos? Quem é você, esse dono de tanto dinheiro e nenhum sorriso? O quão feliz são suas noites solitárias, tomanho da champagne mais cara comigo, sua única (falta de) opção como companhia?

Quem faz parte dessa sua rotina cinza, de gosto amargo e preços caros? Quem divide os problemas, as contas e as lágrimas quando o coração decide transbordar?

Pior que isso: quantos já não fazem mais parte dela, porque você ficou tempo longe demais a ponto de ser esquecido, deixado de lado. Quantos amigos ou namoradas lhe custaram para finalmente para entender que relações dependem deduas partes?

E quanto à quem lhe foi doce, mesmo quando fostes duro e insensível de graça? O que foi feito de todas elas? Cansaram de tentar perfurar um coração que é de pedra?

Aliás, o que foi feito do seu coração? Um dia, você teve um. Habitou seu peito, de forma alegre, pulsante e animada. Tinha sonhos, desejos e vários amores infinitos. Claro que alguns cacos, mas quem não os tem? O que aconteceu com aquele homem de semblante doce, feliz e animado que um dia o mundo conheceu? Onde está o ser humano bondoso, simples e compreensível que existiu em você?

E aqueles amores intensos, paixões devastadoras e mulheres lindas que você conheceu? Tinha a tal de….como ela se chamava mesmo? Aquela que lhe tirava o sono, te deixava nas nuvens e vocês não sabiam se desgrudar….Lembra que você vivia me contando das surpresas e aventuras que um fazia pelo outro? Eu achava tão lindo…Sentia até uma pontinha de ciúme, às vezes.

O que aconteceu com ela? Não me lembro porque terminaram. E infelizmente, é provável que seja algo muito imaturo, bobo e irrelevante,  a ponto de nem você mesmo se lembrar. Você bem que podia engolir esse seu orgulho bobo e ligar para ela não é mesmo? Eu ia ficar feliz.

Mas eu continuo fiel à você, meu amigo. Não desistirei até o fim de meus dias. Porque conheci o quão bom você pode ser, e tenho esperança que um dia você volte a ser aquela pessoa. Que me amou por inteiro. Sem esbravejar, resmungar ou reclamar de minha presença por perto.

Essa vida traiçoeira, ligeira e corriqueira lhe tomou a alegria, o amor e o coração. Mas eu não desistirei.
Agora feche os olhos, você precisa descansar. Vou deitar aqui aos seus pés, como todas as outras noites. Vou dormir esperando que você acorde mais feliz, e que não esqueça mais um dia de me alimentar. Eu sei que você não faz por mal. Aliás, tenho certeza. Boa noite.

Ass: Rufus, o gato idoso e vira-latas que te ama

@amanda_arm dia 16 de janeiro de 2012
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Vem Aqui!

Fuçando minhas coisas por aí, achei um texto que um GRANDE amigo fez pra mim há tempos atrás e acabei esquecendo de publicar. Chorei de novo ao ler, só pra variar. Denis, apenas OBRIGADA, já que nunca sei o que dizer ao certo. ^^

Viver são várias aventuras e a Amanda dá a impressão de que quer viver cada uma delas.

Ou pelo menos a maioria.

Essa moça fez uma mistura interessante na vida: intensidade com responsabilidade. Sabe batalhar por conquistas, ter objetivos, tirar o melhor da dor e do amor.

Aproveita cada experiência como se fosse única e algumas delas até são.

Nunca se esquece que existem aquelas experiências para serem vividas a sério e pelo tempo que durarem.

Tem convicção que não dá pra saber o que vai acontecer amanhã mas está ansiosa para descobrir.

É corajosa!

Tem dúvidas mas procura saber as respostas, sem medo.

Procura sempre o bem, por isso tem um mundo aberto, sincero e verdadeiro.

Quem é bem vindo na vida dela sabe o quanto vale a pena.

Esse blog é um pedaço da aventura que a Amanda mostra pra gente fazer parte.

Muitas outras provavelmente estão acontecendo enquanto você lê esse texto e, quem sabe um dia, chegam até aqui.

Se liga que ela é foda!

Amanda Armelin by @_diosanto

@amanda_arm dia 28 de novembro de 2011
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Amizade, de verdade, é ir pro bar

Amizade (De verdade!)

 Conhecido ouve seu problema sem prestar atenção. Amigo ouve e dá uma solução. Amigo de verdade ouve seu problema, dá a solução e ainda te leva pro bar.

Conhecido pede dinheiro emprestado e nunca paga. Amigo pede e paga assim que puder. Amigo de verdade pega emprestado, não paga e ainda te leva pro bar com o seu dinheiro.

Conhecido ignora se você entrar numa briga. Amigo chega separando e conferindo se você está bem. Amigo de verdade chega dando voadora nos peitos de quem se meteu contigo e ainda te leva pro bar.

Conhecido tem no máximo seu Orkut. Amigo tem seu Orkut, Facebook, Twitter, MSN, Skype, Blog na página inicial e GTalk. Amigo de verdade grita seu nome na porta do seu prédio te chamando pra ir pro bar.

Conhecido sabe no máximo seu sobrenome. Amigo sabe, além do seu sobrenome, o nome do seu pai, sua mãe, seus irmãos, seus avós, tios e primos. Amigo de verdade sabe o nome do garçom que você mais gosta no bar.

Conhecido te deixa um scrap no seu aniversário. Amigo dá pelo menos uma ligada. Amigo de verdade chega antes, sai depois e ainda deixa pra você a conta da comemoração no bar.

Conhecido elogia sua tatuagem nova. Amigo dá o maior apoio pra você fazer outra. Amigo de verdade sacaneia sua tatuagem dizendo que “agora já era”, “não tem mais volta!” e “fazer o quê?”. No bar.

Conhecido não quer nem saber da sua vida acadêmica. Amigo sempre te elogia quando você manda bem em alguma prova ou trabalho. Amigo de verdade cola a cara no vidrinho da porta da sua sala, faltando uma hora pra acabar a aula, te chamando pra ir pro bar.

Conhecido te parabeniza pelo nascimento do seu filho. Amigo compra presentes e diz que, se precisar, ele será padrinho. Amigo de verdade, espera o filho fazer 18 anos pra poder levar duas gerações da sua família pro bar.

Conhecido não é amigo. Amigo nem sempre é amigo de verdade. Amigo de verdade te leva pro bar.

Texto de 2009, by @brenoamaro

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 4 de novembro de 2011
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Comprando sentimentos

V= Vendedor
C= Cliente

V: Olá, como posso ajudá-lo?

C: Eu queria comprar sentimentos, por favor.

V: Claro, amigo. Quais que você deseja?

C: Quais que você tem aí?

V: Ah, temos uma grande variedade. Dividimos em categorias, mas de vez em quando, alguém passa e bagunça todo. Mistura amor com ódio, desprezo com saudade, amizade com paixão. Fica uma loucura.

C: Me fala mais desse tal amor, aí.

V: Ah, esse é um caso único. É um dos que mais sai. Até algum tempo atrás, quase não tinha devolução ou troca, mas de uns tempos pra cá, parece que as pessoas passaram a gastar muito rápido. Quase todo dia alguém aparece aqui pedindo pra trocar por um novo ou falando que nunca mais vai querer outro igual. Por outro lado, tem aqueles que ficam satisfeitos e não devolvem nunca mais. Pode ser vendido na unidade, mas recomendamos que seja comprado o par.

C: Interessante. E como que faz manutenção?

V: Depende do modelo que você quer levar. Mas é basicamente com umas ferramentas que a gente oferece aqui também, como carinho, respeito, confiança e, se você não contar pra ninguém, a gente inclui um pouco de luxúria aí também.

C: Bacana. Me interessei. E essa amizade? Como que é?

V: Bom, esse é um caso mais complicado, pois ele dura para sempre, logo tem um valor mais alto. São poucos os casos de clientes insatisfeitos, mas quando acontecem, os clientes trocam por um modelo completamente novo e nunca mais querem saber do antigo. Nunca vi vender em unidade, mas de par pra cima sai um bocado. As crianças são as que mais compram. E antes que você pergunte se tem manutenção, fique tranquilo, que pra manter em perfeitas condições é só não abandonar e manter sempre em uso.

C: Gostei bastante. Mas também me falaram duma tal de saudade que tava em promoção.

V: É, está sempre em promoção, na verdade, mas é porque ninguém nunca quer. As pessoas olham, olham, mas sempre preferem levar outra coisa. A saudade sai muito na troca de outros sentimentos. Tem gente que traz amor ou amizade, por exemplo, pra trocar, mas de tão antigo, não podemos trocar por um novo, apenas por saudade. E saudade não tem troca e dura bastante tempo.

C: Melhor deixar esse pra outra ocasião. E o que você tem naquele corredor escuro?

V: Ah, você nem vai querer saber. Ali estão estocados os sentimentos ruins. Ali tem ódio, raiva, inveja, tristeza, soberba, crueldade e muito mais. Eu não recomendo pra ninguém, mas tem cliente que insiste em visitar aquele corredor e depois sai chutando tudo. Se você realmente quiser, eu até te mostro, mas te garanto que você não vai sair satisfeito.

C: Mas não é bom ter esses sentimentos pra eventuais emergências?

V: Que nada! Pra emergências, a gente tem um kit especial. Ele vem com Bom Senso, Razão, Pensamento Positivo, Esperança e Sorte.

C: Gostei. Vou levar um pouco de cada um. Dá uma caprichada no do amor, porque esse eu quero bastante.

V: Claro, pois não. E é pra agora?

C: Não, é pra sempre.

 

PS: Esse texto não é meu, mas de cara se tornou um dos meus favoritos. Foi escrito por um querido amigo, Breno Amaro.

 

Agora SAIDAQUI!

@amanda_arm dia 1 de novembro de 2011
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Um mundo de papel colorido

Amigos amigos, negócios à parte.

Que atire a primeira pedra quem nunca se fudeu ferrou com essa frase tão óbvia. Tão velha. Tão clichê. E TÃO REAL?
Pior que isso, quem nunca insistiu em continuar a confiar nos supostos “amigos” e acabou levando outra rasteira? Gente que deixa qualquer sentimento de lado por culpa dele.

Pois é. No fim das contas, a verdade que move o mundo se chama dinheiro, infelizmente.

Afirmar que não se precisa dele é a maior hipocrisia já dita, pensada ou escrita, uma vez que todos vivemos por tentar ganhar mais e mais dele. Seja lá qual for o motivo.
Todo mundo tem que pagar contas, divertir-se e/ou extrapolar um pouco. TODOS PRECISAMOS. E é exatamente por isso que dinheiro é tão perigoso.

Desperta lados de pessoas que não conhecemos. A ponto de afetar sentimentos. Criar inimizades, incapacidade de curar doenças ou amores falsos.

Chega a ser engraçado como um pedaço de papel colorido se sobressaia em meio à tantas outras coisas. É sempre ele que prevalece. Pomposo, imponente, importante e onipresente na vida de cada um de nós.
Desprezivelmente necessário, enfaticamente destruidor de lares, de amores e de amizades.

O mundo seria simples e iria funcionaria muito bem se as pessoas pagassem suas dívidas nos prazos previstos, já que “o combinado nunca sai caro” – mas ao invés disso, algumas pessoas deixam a ganância falar mais alto. Se perdem nos prejuízos, entram na bola de neve do cheque especial, juros, parcelamento de fatura, fazem mais parcelas.

Parte culpa da sociedade consumista, parte culpa do espírito capitalista e imaturo que quer sempre mais e melhor. Eu? Não sou perfeita, mas me obrigo a cumprir prazos e metas com meu dinheiro. Dívidas em primeiro lugar. Porque né? Cobrar é um negócio chato pacas.

E honestamente? Torço com força para que um dia o mundo seja composto por mais pessoas que prezam pela palavra dada ou a retribuição da ajuda na hora da necessidade. Seja em papel colorido ou não.
E que, por mais necessário que seja, o dinheiro nunca fale mais alto quando o assunto é ter por perto pessoas que gostamos. Oxalá elas também pensem assim.

Agora SaiDaqui!!

@amanda_arm dia 4 de outubro de 2011
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Dói

Guardar sentimentos dói.

Segurar o choro, prender o grito, apertar o peito, sentir o nó da garganta. Dá úlcera, câncer, causa mau humor. Destrói amizades que um dia foram sinceras. Amores que um dia foram feitos apenas de alegrias e beijos.

Todos somos humanos. E orgulhosos. Erramos sim, mas quase sempre na intenção de acertar. O que nos diferencia uns dos outros é o tamanho da capacidade de pedir desculpas. De assumir os nossos erros, abaixar a cabeça e dizer o que realmente sentimos.

Chorar se for preciso, abraçar forte como se num abraço pudéssemos voltar no tempo e retirar as coisas que foram ditas da pior forma possível. Porque sabemos: é tudo sempre dito meio que atravessado quando estamos chateados.

Nosso desafio maior? Saber segurar a onda, não usar as pessoas como válvula de escape e descontar nossas frustrações. Saber diferenciar quem realmente tem a ver com o problema em questão. E até que ponto culpá-los por isso.

Algumas pessoas parecem ter prazer em fazer outras se sentirem mal. Essas são perigosas: Vivem testanto os limites da paciência e amizade humana. Até que uma das partes se cansa e  desiste.

E de novo, famílias se destroem, relacionamentos se acabam e amizades se esvaem. Por pura idiotice. Puro orgulho.

Pura incapacidade de pedir desculpas.

Por isso, fica aqui o meu conselho: se você tem algo a dizer, não deixe para depois. Não guarde sentimentos. Não abaixe sempre a cabeça. DIGA o que sente, o que pensa. Converse, e o mais importante: saiba escolher as palavras. Jamais use de grosserias ou ofensas para se expressar.

Lembre-se que todos temos sentimentos, e que dói ofender. Que certo e errado não existe. Avalie pontos de vista diferentes, espere a poeira baixar….E peça desculpas quando necessário.

Escolha ser feliz ao invés de estar sempre certo.

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 26 de setembro de 2011
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Banalizaram os sentimentos

Banalizaram o amor. Mas isso a gente já sabe, e faz tempo.

Não tenho mais problemas com “eu te amos” que significam apenas “quero te comer”. Infelizmente já me acostumei com esse tipo de comportamento humano. Quem sou eu para julgar os meios das pessoas para conseguirem seus finalmentes, não é mesmo?

Mas esse texto vem falar sobre um buraco que é mais embaixo. Sobre banalização de sentimentos em geral.

Talvez porque a internet encurte distâncias e aproxime afinidades (o que é legal, ao meu ver) tudo ficou rápido demais. Completos estranhos se tornam melhores amigos em questão de dias. Nada contra novas amizades, desde que as mais antigas sejam valorizadas.

Ninguém tem o mesmo tipo de sentimento com alguém que conhece há anos e com alguém que acabou de conhecer. Acho inconcebível.

Sentir saudade imensa e absurda de quem acabou de conhecer? Desculpa. Pode colar com os outros, comigo não.

Pior que isso, é quando a pessoa trata todo mundo igual, e exige tratamento diferenciado. No meu mundo, se você quer ser especial, tem que merecer tal tratamento. Dizer que gosta de mim como se estivesse dizendo que gosta do leite morno não conquista confiança nenhuma. Menos ainda quando você diz exatamente a mesma coisa para qualquer outra pessoa.

GENTE, DIZER EU TE AMO NÃO É O MESMO QUE PEDIRUM PÃO!

Quando eu digo que luto por um mundo com menos “eu te amos”, não significa que sou amarga; e sim que desejo quando dito, seja verdadeiro e especial. Talvez os sentimentos seriam mais valorizados.

Talvez, diminuíriamos essa banalização de relacionamentos.

Talvez, e somente talvez, seríamos mais apaixonados, mais amigos, mais felizes.

Que tal fazer sua parte? Um a um, poderíamos tornar novamente frases hoje ditas em qualquer circunstância em momentos mágicos.

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 10 de setembro de 2011
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Sua própria fórmula de ser feliz

Lembrava claramente de como antes, seus maiores desejos eram ter nós na garganta e borboletas no estômago. Queria ficar boba, se apaixonar à toa, amar sem limites. Desejava amores malucos, com histórias complexas para que tudo fosse sempre o mais lindo possível, como em filmes românticos. Queria ter uma história perfeitinha para contar aos netos, mais tarde.

Aliás, queria envelhecer ao lado da mesma pessoa que lhe tirasse o sono. E que ele ainda o fizesse, cinquenta anos depois. Mesmo quando engordasse, roncasse e quebrasse um copo. Que aquilo tudo continuasse sendo besteira.

Tinha feito tantos planos de viver de amor, viajar de sonhos e ter filhos por vontade apenas.

Mas a vida lhe tornou mais dura. Pra não dizer amarga. Cética, no mínimo.

Lembrou do amor que entregou à quem não soube respeitar. Muito menos amar de volta. Dos planos que teve que jogar no lixo enquanto buscava pequenos pedaços de coração para colar com saliva. Talvez por isso até hoje eles ainda não estivessem grudados completamente.

Ouviu tantas vezes dizer que tinha que continuar tendo esperança. Que o amor chegaria, e que seria tudo lindo e sonho. Sonho mesmo. Porque não existe.

Sempre que deixava a esperança entrar, era a decepção disfarçada de amor. Quebrou o coração mais umas quantas vezes, deixou cada vez menos o tal “amor” entrar.

Sabia que podia ser diferente.

Encontrou felicidade em outras coisas. Não admitia não ser feliz com o que tinha. Afinal, ela tinha tanto pra se orgulhar!

Focou no trabalho, e ganhou o cargo dos sonhos. Passou a ver mais a família, os amigos mais chegados. Filtrou os amigos, fez alguns para a vida toda. Passou a fazer mais do que gostava. Começou a se exercitar. Deu a volta ao mundo, conheceu mil pessoas.

Plantou uma árvore, escreveu um livro. E foi feliz sem ter um filho.

Entendeu enfim, que essas fórmulas de felicidade mal escritas estavam todas erradas. Escreveu sua própria fórmula, e foi viver dela.

E você? Bem que poderia a começar inventar a sua, não acha? Que tal Sair Daqui e começar?

@amanda_arm dia 8 de agosto de 2011
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Intimidade é uma merda! Especial para @ohceus

Acho que só quem é minha amiga de verdade como a @ohceus consegue me aturar na vida real. No dia a dia. Na idiotice. Nos ataques de riso inesperados. Na bobose. Nas crises de choro, de comilança, de histeria, de bom humor logo cedo (o que ela MAIS odeia).

Fato é que ser minha amiga é sinônimo de sofrimento diário. Eu ainda vou escrever um livro de tudo que apronto com ela. Juro. Por agora, ficam apenas alguns gostinhos do que ela passa comigo (e vice-e-versa) quase sempre…

***

Recém nos conhecíamos, pessoalmente.

Déia bebe a cerveja do meu copo, e no momento que ela me entrega de volta, eu pergunto, com cara MUITO séria e preocupada:

- Você tem herpes?

Ela, toda constrangida pela pergunta e assustada, responde rápido:

- Claro que não!

Eu, com uma piscadela no rosto respondo:

- Agora tem!

Espanto seguido de risos incessantes.

***

(Recém nos conhecíamos, por e-mail)

Déia – Ai Amanda, ando tão puta da vida com fulano e beltrano, porque isso aqui, aquilo acolá, e não sei mais o quê, e isso não tá bom aqui, e aquilo ali, bla bla bla whiskas sachet.

Amanda, em tom sério  – Sabe Déia, eu tenho desses dias também, onde tudo parece estar ruim e tal…Mas aprendi um exercício muito bom que sempre funciona. Faz assim ó: Feche os olhos, tape os ouvidos e a boca com as mãos e prenda a respiração pelo máximo de tempo que aguentar, pensando mentalmente: “quando eu explodir e morrer, passa!”

Déia – AI SUA FILHA DA PUTA. Eu aqui, que nem uma idiota fazendo o exercício achando que ia dar super certo, e acabo tendo uma crise de risos

***

(Eu levei a Déia conhecer a casa de uma das minhas melhores amigas de Americana, que tem uma cachorrinha idosa, cega, minúscula, manca, sem dente e com a língua caída pra fora da boca – Paola o nome dela. Um amorzinho de rato com pêlo cachorro)

Todos da família da minha amiga na sala. Déia toda empolgada pra conhecer a Paola, que chega no colo do irmão da minha amiga. Ela, toda sem graça pela aparência da cachorra, diz um “aii, que bonitinha” com um sorriso amarelo.

Ele então, tem a infelicidade de virar o outro lado da pequena Paola e dizer: “olha a linguinha dela, que bonitinha”

E o que a SUPER EDUCADA Déia faz? TEM UM ATAQUE DE RISOS, deixando um climão manero na sala.

***

(Já tínhamos essa MERDA de intimidade. Eu recém tinha voltado de Americana, e ela, por e-mail)

Déia – VOCÊ É UMA LAZARENTA, BISCATE, FIADAPUTA MEMO

Amanda – Também te amo, mas o que eu fiz dessa vez?

Déia – Toda vez que você vem pra cá, meu lado OGRO arrotante desabrocha. Aí você vai embora e eu esqueço de ligar a chave “menininha” de novo. O que eu fiz? ARROTEI NA CARA DO MEU CHEFE. Se eu for demitida, a culpa é sua! Vai ter que me aguentar e sustentar.

Preciso dizer que eu tive uma crise de risos?

***

Déia, toda feliz pra contar suas peripécias sexuais, por telefone, em horário comercial:

- Ai amiga, peguei um policial delícia! Nem te conto. Afe, fiquei até sem fôlego com aquele lá. Mas né? Eu TINHA que dar um dos meus foras.

- Lá vem, o que você fez dessa vez?

- Mandei um “ai, adoro homem fardado” com a cara mais sexy que eu consegui fazer pra ele. E sabe o que ele respondeu?

- O quê?

- Mas eu não uso farda meu bem, sou polícia civil.

QUEN QUEN QUEN QUEEEEEN

***

Déia, no meio de uma crise de bobose e ataque de risos, por telefone, no fim de semana:

- UAHIAUHAIAUHAIUAHAIUAHAIUAHAIUHAIAUHAIAUHAA

- Oi, tudo bem?

- HAOUAHAOAUHAAOUAHAOUAHAOAUAHAOUAHAOAUHA

- HOAUAHAOUAHAOUAAHAOUAHAOAUAHAOUAAHAOUAH

- Mano, tô com bobose.

- Percebi.

- Sabe o que é?

- Hm.

- Eu saí falando pra todo mundo, super orgulhosa que eu ia no teatro de um filho de um comediante famoso.

- Tá, e daí?

- É que o standup era do Lucio Mauro FILHO, e eu disse pra todo mundo que ele era o filho do XICO ANÍSIO!

- HAOUAHAOAUAHAOUAHAAOUAHAOAUHAOAUAHAOUAHAO

***

Eu, no carro, com a Déia. Vidros fechados.

Déia – BURP (arroto) Hahahaa, sua idiota, arrotei.

Amanda – Trollface olhando de volta

Déia  – PQP SUA FILHADAPUTA, CÊ PEIDOU?

Amanda – Cheira sua parte aí, pra acabar logo. E pra parar de ser idiota, pensando que pode arrotar mais que eu.

***

Pois é amiga. Obrigada por me aguentar ;) Agora SaiDaqui!

@amanda_arm dia 15 de junho de 2011
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