Desgrude do celular

“A vida é o que acontece enquanto você está no celular”.

Sad, but true. Passamos tanto tempo de cabeças baixas em nossos smartphones que acabamos esquecendo da conexão com pessoas reais: o valor de pedir uma informação ao invés de buscar no aplicativo, de observar uma paisagem ao lado de alguém a olho nu, e não sozinho pela tela do celular.

Esse vídeo acaba sendo um forte e bonito “tapa na cara da sociedade”, com um storytelling fofo de acompanhar e um quê de final surpreendente.  Vale assistir, concordar, repensar alguns atos e ser mais real.

(Não esqueça de ativar as legendas)

@amanda_arm dia 14 de maio de 2014
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O dia em que fui pedida em casamento

Se é pra falar, que seja escancarado. Essa é nossa história, nua e crua, com detalhes do pedido de casamento s2

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Há dois anos e meio, conheci um cara meio que sem querer, enquanto trabalhava na cobertura da Campus Party. Ele era amigo de uma amiga em comum, e enquanto conversávamos (eu e ela) ele passou falar um oi.
Mais tarde, fui despedir-me de outros amigos na bancada, e lá estava ele novamente: dei tchau.

Não sabia seu nome, não houve interesse. Seria mentira pintar o relato e dizer que foi amor à primeira vista. Não foi.
Mas ele descobriu meu nome, encontrou meu Facebook, e me adicionou. Aceitei porque reconheci a foto, mas nunca puxamos conversa.

Meses depois, em uma noite solitária assistindo filmes (o filme era Alien, rs) ele decidiu me chamar no Facebook e perguntar, sem ao menos um oi, o que ele tinha que fazer para “fazer parte da minha vida”. Surpresa pela audácia do moço tímido da Campus Party, respondi que tínhamos vários amigos em comum, e que seria fácil dar um jeito de tomarmos uma cerveja juntos.

Várias conversas e muita insistência depois, marcamos de tomar uma cerveja para conversarmos e nos conhecermos melhor, antes de um evento que eu participaria. No horário marcado, encontramo-nos na Av. Paulista, antes de descer a Augusta para tomarmos umas cervejinhas.

Um olhar, um abraço, algumas cervejas e muita conversa depois, ele (já alegre pelo efeito do álcool) ainda me acompanhou no evento e depois, no táxi até em casa. Pasmem: sem tentar nada.
Saímos mais algumas vezes depois, e em meio a alguns encontros perfeitos, a paixão cresceu. Mas, meu jeito moleque, libertino e extrovertido assustou-o. No medo de amar sozinho e achar que eu não quisesse nada mais sério, ele sumiu.

Eu, brava, deixei o orgulho falar mais alto e não fui atrás. Segui a vida fingindo que ele não tinha mexido comigo, que ele não era o cara dos meus sonhos. Por mais de um ano afastamo-nos. Ele, com mensagens esporádicas, eu, com respostas ásperas.

Até que a vida deu as voltas e a maturidade que precisava para ambos, e um “oi” bastou para reascender tudo que tinha ficado mal resolvido no passado. Marcamos um jantar de “DR” para que todas as cartas fossem colocadas na mesa. Em uma dessas cartas, ele disse que viajaria por mais de um mês.

Pedi então que ele fosse, e que só me procurasse na volta, porque não seria justo ficar sofrendo por antecipação. Mas esse tempo serviu para termos ainda mais certeza do que sentíamos, e ao voltar de viagem, ele já me esperava na porta de casa (sim, no mesmo dia) , com um buquê de rosas e um lindo pedido de namoro (sim, antes de qualquer beijo ou conversa).

A rotina do último ano só me provou mais do que eu já sabia: aquele cara que eu havia sonhado a vida toda existia sim. Cheio de romantismos, detalhes e emoções que eu nunca havia sentido. Por um ano exato namoramos, e confesso que tem sido muito fácil conviver com ele: tem respeito, amizade, preocupação, amor e carinho.

Ontem, 29/04/2014, completávamos um ano de namoro, e ele não fez por menos: romântico como sempre, levou-me em nosso restaurante favorito, onde tinha deixado rosas, pétalas e velas e tivemos um jantar muito agradável. Mas a noite ainda reservava mais para o coração derretido dessa que vos escreve.

No táxi de volta pra (agora nossa) casa, ele pediu que o taxista tomasse outro caminho. Descemos na Avenida Paulista, toda cheia de gente, bem no local onde nos vimos antes de nosso primeiro encontro. Só de estar ali, da delicadeza dele me ter levado onde tudo começou e ter entregue mais um buquê de rosas, meu coração (e os olhos) transbordaram amor.

Mas havia mais a ser dito, e com o coração quase saltando pela boca (eu podia sentir o nervosismo dele), ele respirou fundo e disse que ali, onde tudo começou, ele tinha certeza que havia encontrado o amor, e que por isso, perguntaria, (já ajoelhando) se eu queria casar com ele.

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Fui tão espontânea que gritei. Chorando, respondi que “sim, mil vezes sim” e abracei-o. Colocamos as alianças, e sob os olhos de todo mundo que estava ali em volta, sorrindo pra gente, fomos embora.

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Mas a noite reservava ainda uma última surpresa: aquele momento nosso, íntimo e especial, havia sido registrado pelas mãos e astúcia (além de habilidades ninjas) do amigo e fotógrafo Marco Aurélio, é graças à ele que vocês podem sentir um pouco do que senti (e ainda estou sentindo) ali.

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Estou noiva. Estou feliz. Estou (ainda mais) apaixonada.
Te amo, Tiago (agora noivo).

@amanda_arm dia 30 de abril de 2014
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A vez do mobile

Adoro infográficos, e a galera da Grumft fez um super legal sobre o mobile:

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@amanda_arm dia 16 de abril de 2014
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A arte do desapego

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Sempre achei que desapegar de coisas, pessoas e sentimentos desnecessários é uma arte. Tento praticar desde que me conheço por gente e digo mais: dá até pra ganhar uma graninha extra fazendo isso.

Confesso que tenho um gosto pessoal pelo slogan da OLX Brasil: desapega! Ao mesmo tempo que é institucional, toma um sentido amplo se você se dá ao direito de viajar na maionese e pensar como filosofia de vida.A ideia do site é facilitar a vida: proporcionar uma solução simples, rápida, eficaz e segura para a compra-venda de bens e serviços, independentemente da localização de seus  utilizadores. E, se serve de incentivo, é utilizado em mais de 96 países em 40 línguas e é sucesso desde 2006.

Tá esperando o quê? DESAPEGA!

PS: E esses ETs que são meio manos? HAOIAHAOIAHAOIAA

 

* este é um post patrocinado *

@amanda_arm dia 11 de abril de 2014
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Stand-up comedy: coisa de gente especial

Pare um minuto. Tente não rir.

Eles são a prova de que todo mundo pode.

 

Josh Blue:

Maysoon Zayid,  no TEDWomen 2013:

Vi no Treta.

@amanda_arm dia 4 de abril de 2014
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Para a gordinha do parque que vi ontem…

gordinha

Ontem, no caminho de volta pra casa como de costume, passei em frente a um parque municipal, onde nesse horário pós-expediente não é nada incomum encontrar pessoas se exercitando por ali. Tudo perfeitamente comum, até que eu avistei um ser que parecia destoar da situação como um todo.

Uma gordinha do tipo bem rechonchudo, trotando com muita dificuldade em sua camiseta preta larga e legging azul trazia os olhos cabisbaixos, uma clara expressão de dor e sofrimento e emitia claros sinais de vergonha, a cada pessoa que a ultrapassava. Ela sabia que estava chamando muita atenção naquela situação.

Eu senti vontade de falar com ela, mas não o fiz. Então, vim aqui ser sincera e externar tudo que eu queria ter dito ontem, na cara dela.

“Você destoa desse local.  As pessoas estão rindo de você. Vejo claramente expressões de dor em seu rosto e corpo, e por isso vim aqui pedir:  não deixe NUNCA que nenhuma dessas coisas te faça desistir.

Você é LINDA do jeito que é, e as pessoas tem essa mania otária de serem preconceituosas com tudo que é diferente. Eu mesma já estive no lado dos gordinhos e sei que não é fácil: carregar o peso do lanchinho extra, do chocolate fora de hora e da cervejinha de fim de semana é um sacrifício que literalmente dói. Eu entendo que sua força de vontade tem que ser maior que a maioria das pessoas que estão aqui à nossa volta.

Não me importa se esse é seu primeiro ou milésimo treino, só me importa que não seja o último: a guerra com a balança não trata de vitória ou derrota, apenas de continuar a se mexer. Você é o que é, e conseguir dar meia dúzia de passos correndo é um milhão de vezes melhor do que todas as outras pessoas que ficam no sofá, apenas se prometendo começar a dieta e o exercício físico.

Respeite seu corpo, respeite seus limites, e respeite a si mesma. Levanta essa cabeça e vença sua batalha interna todos os dias. Fique feliz com o processo, e nunca se compare com ninguém. De novo, você é linda. E guerreira.”

@amanda_arm dia 1 de abril de 2014
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Cupidity

Tente não achar fofo:

 

@amanda_arm dia 31 de março de 2014
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Acostume-se

Happines

Acostume-se com meus pés sujos: a vida inteira eu andei descalça e é só assim que gosto de perambular pela casa. Acostume-se com minhas crises de bom humor matinais: eu respeitarei seu mau humor, desde que você não se incomode comigo brincando de pega-pega com o cachorro enquanto faço seu café da manhã pra levar na cama.

Acostume-se com meu ciúme: tenho sim, sinto sim e controlo sim. Não provoque e ficará tudo bem. Acostume-se a gostar de bichos: se você tem vergonha de gente que fala com voz idiota com animais ou que para no meio da rua pra fazer um carinho em um, fuja agora. Acostume-se com o gosto de comida caseira e fresca, porque a cozinha é meu santuário e você sempre será minha vítima favorita.

Acostume-se com meus ataques de riso espontâneos e arrotos altos: as pessoas vão olhar, sentir vergonha alheia e inveja da nossa felicidade idiota. Acostume-se ao meu jeito maroto em público, e com a maneira que pareço menina quando te olhar dentro dos olhos. Acostume-se a ser meu ombro quando precisar chorar escondida do mundo.

Acostume-se com o jeito que a minha vida é corrida, cheia de planos, projetos e vontades malucas: não tire sarro se eu quiser comer feijão com pão às 3 da manhã. Inclusive, acostume-se a fazer planos. Inclusive, acostume-se a gostar de chuva. E acostume-se que tenho sempre razão, até quando não tenho.

Acostume-se também com minha mãe, que sempre dará um jeito de tirar sarro de tudo que você fizer, e com minha irmã, que um dia vai ser nossa filha de mentira, mas de verdade. Aliás, acostume-se bastante com minha família, porque nunca soube e nem pretendo me desgrudar dela.

Acostume-se com declarações de amor públicas e textos escritos só pra você. Acostume-se a ser amado e admirado: não perca o jeito quando me pegar te olhando com cara de boba apaixonada.

E por fim, acostume a se acostumar comigo por perto, que é onde eu sempre pretendi ficar.

@amanda_arm dia 21 de março de 2014
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21 de março: dia mundial da Síndrome de Down

Uma mãe descobre que está grávida de um menino com Down, e pergunta que tipo de vida o bebê terá.

A resposta vem em forma de um vídeo lindo, comprovando que ser diferente não significa ser infeliz ou incapaz.

Conscientize-se. Ame mais, julgue menos.

@amanda_arm dia 20 de março de 2014
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Eu menti

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Sabe o que é? Quando eu disse que te amava a ponto de te deixar ir embora, eu menti.

Menti que tudo ia ficar bem, pensando que quem ama de verdade, liberta. Mas eu repeti isso tantas vezes tentando convencer a mim mesma, que o coração entrou em choque e eu continuei esperando que você voltasse.

Deixei a porta entreaberta e peguei o drink mais forte que encontrei pela casa. Sentei no chão e coloquei nossa música pra tocar, na esperança que aquela deprê toda servisse apenas de inspiração para um texto ou dois, porque no fundo, cê também não conseguiu realmente ir embora e ia voltar correndo, com um girassol na mão e duas lágrimas no rosto. Que ia quebrar meu interfone de tanto tocar, subir oito degraus de escada porque o elevador demoraria tempo demais e você tinha pressa. Pressa pra entrar correndo, me pegar no colo e beijar bem forte, enquanto rodava feito cena de cinema. Na verdade, esse beijo teria riso, choro e viria acompanhado de promessas e juramentos de amor eterno.

Mas nossa história não teve final feliz. Na verdade, ela nem teve tempo de acontecer.  Você tinha pressa e eu precisava de um pouco mais de tempo.

A porta continuava ali, de moldura vazia sem você pra aparecer correndo e preencher o batente, meu copo, meu corpo e a vida inteira que projetei num futuro-quase-perfeito que já envolvia uma varanda, uma rede, um filho e dois cachorros. Outra bebida e o silêncio ensurdecedor do meu coração disparado à espera do que eu já sabia lá no fundo que não aconteceria.

E se eu bem te conheço, sei que você quase veio. Que, apesar de ter ataques de ímpetos e hesitações, seu signo tão pé no chão (que dizem por aí que não combina com o meu e eu tava louca de vontade pra provar que era todo mundo errado quanto à isso) fez você largar a chave do carro todas as vezes que o coração quase conseguiu falar mais alto que a razão.

Eu senti daqui seu medo (que também era meu medo) e tive medo de te ligar pra confessar que era tudo mentira: que sem você eu não seria completa, nem feliz e que muito menos, tudo ia ficar bem. Tive vergonha de dizer que minha felicidade tava sim atrelada a ti, e não quis te jogar esse peso todo do meu sorriso.

Chorei mais um pouco, peguei outra bebida e passei a chave na porta. Descobri que esse era o preço de fingir que sabia tanto falar de amor, quando na verdade, o amor era só um par de olhos. Verdes.

@amanda_arm dia 20 de março de 2014
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