Uma sincera carta de boa noite

 

A vida passa rápido demais aos olhos de quem não quer ver. Essa pessoa amarga, dura e triste em que você se tornou é apenas o reflexo de tudo aquilo que você prioriou por anos a fio, esquecendo do que era realmente importante.

Seus cabelos estão mais brancos do que deveriam estar, denotando uma vida sofrida e cheia de stress. Você é escravo do seu telefone. Do seu computador. Do tempo que sempre alega não ter para quem lhe ama (mas sempre consegue um pouco mais para o trabalho), e de si mesmo.

E o que você fez da vida, agora que está com 50 anos, solteiro e sem amigos? Quem é você, esse dono de tanto dinheiro e nenhum sorriso? O quão feliz são suas noites solitárias, tomanho da champagne mais cara comigo, sua única (falta de) opção como companhia?

Quem faz parte dessa sua rotina cinza, de gosto amargo e preços caros? Quem divide os problemas, as contas e as lágrimas quando o coração decide transbordar?

Pior que isso: quantos já não fazem mais parte dela, porque você ficou tempo longe demais a ponto de ser esquecido, deixado de lado. Quantos amigos ou namoradas lhe custaram para finalmente para entender que relações dependem deduas partes?

E quanto à quem lhe foi doce, mesmo quando fostes duro e insensível de graça? O que foi feito de todas elas? Cansaram de tentar perfurar um coração que é de pedra?

Aliás, o que foi feito do seu coração? Um dia, você teve um. Habitou seu peito, de forma alegre, pulsante e animada. Tinha sonhos, desejos e vários amores infinitos. Claro que alguns cacos, mas quem não os tem? O que aconteceu com aquele homem de semblante doce, feliz e animado que um dia o mundo conheceu? Onde está o ser humano bondoso, simples e compreensível que existiu em você?

E aqueles amores intensos, paixões devastadoras e mulheres lindas que você conheceu? Tinha a tal de….como ela se chamava mesmo? Aquela que lhe tirava o sono, te deixava nas nuvens e vocês não sabiam se desgrudar….Lembra que você vivia me contando das surpresas e aventuras que um fazia pelo outro? Eu achava tão lindo…Sentia até uma pontinha de ciúme, às vezes.

O que aconteceu com ela? Não me lembro porque terminaram. E infelizmente, é provável que seja algo muito imaturo, bobo e irrelevante,  a ponto de nem você mesmo se lembrar. Você bem que podia engolir esse seu orgulho bobo e ligar para ela não é mesmo? Eu ia ficar feliz.

Mas eu continuo fiel à você, meu amigo. Não desistirei até o fim de meus dias. Porque conheci o quão bom você pode ser, e tenho esperança que um dia você volte a ser aquela pessoa. Que me amou por inteiro. Sem esbravejar, resmungar ou reclamar de minha presença por perto.

Essa vida traiçoeira, ligeira e corriqueira lhe tomou a alegria, o amor e o coração. Mas eu não desistirei.
Agora feche os olhos, você precisa descansar. Vou deitar aqui aos seus pés, como todas as outras noites. Vou dormir esperando que você acorde mais feliz, e que não esqueça mais um dia de me alimentar. Eu sei que você não faz por mal. Aliás, tenho certeza. Boa noite.

Ass: Rufus, o gato idoso e vira-latas que te ama

@amanda_arm dia 16 de janeiro de 2012
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Sobre o que eu não sou

Todo mundo gosta de ser bem tratado. Inclusive eu.

O fato de eu ter um blog que fala sobre sexo, ser desbocada, arrotar, não ter vergonha de falar o que penso, muito menos dos meus atos não me exclui dessa lista.

Posso ser diferente em alguns aspectos, mas como qualquer outra mulher, gosto de ser tratada como princesa. Eu tenho um coração sim, apesar de terem quebrado-o por várias vezes sem dó.

Eu gosto de coisas simples. De receber SMS, surpreender a pessoa amada com todos os pequenos gestos que fazem a diferença no dia-a-dia. Eu gosto de namorar, de viajar à dois, de fazer planos. De exibir fotos, de falar dele o tempo todo, de apresentar para os amigos.

É essa mania boba que as pessoas tem de julgar pelas primeiras impressões que me afeta. De associar minha personalidade forte com uma pessoa que eu não sou. Me incomoda.

Porque não posso gostar de abraços e ser fera no arroto?

Porque não tratar sexo com naturalidade e ser absurdamente romântica?

É impossível acreditar que uma mulher seja simpática com todo mundo e ao mesmo tempo, fiel quando ao lado de alguém? Eu não acho.

E vivo pagando altos preços por isso. Pessoas que tem medo de mim. Pessoas que tem receio da minha personalidade forte. Pessoas que acham melhor não tentar. Pessoas que não tem intenção de me levar à sério.

O mundo é livre e cada um tem direito de formar sua própria opinião sobre minha pessoa. Eu sei disso, e respeito. Esse post é um desabafo. De uma pessoa que às vezes cansa de ser ela mesma, já que isso parece incomodar muita gente.

Ninguém gosta de ser julgado, e isso também me inclui.

Eu? Gosto de gente educada, sincera, inteligente e livre de preconceitos. Gosto de quem não julga o que não conhece, e de quem trata bem do jardineiro ao chefe executivo. Gosto de gente que sabe a hora de brincar e nunca passa o limite do respeito.

Fica a dica.

@amanda_arm dia 9 de janeiro de 2012
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Teoria dos dois segundos

 

Dois segundos: o tempo que você precisa para ser feliz.

E felicidade é uma palavra que usamos quando nos sentimos plenos.

Plenitude é uma pequena teoria minha: A soma de todos os 2 segundos que você viveu intensamente. Porque os melhores momentos da vida duram apenas isso.

Não acredita? Explico-me.

Você conhece uma pessoa. O primeiro olhar dura apenas dois segundos, e é o suficiente para se encantar.

O primeiro beijo é delicioso, concordo. Mas são os dois segundos que o antecedem que arrepiam o corpo todo, misturando todas as expectativas e vontades com a certeza de que aquilo está realmente acontecendo. Aquele turbilhão de sentimentos delicioso que qualquer um se lembra.

A primeira transa, pode durar 5 minutos ou 5 horas. Ter preliminares ou não. Ser leve ou intensa. Mas aqueles dois primeiros segundos do gozo são inesquecíveis. O exato momento em que todo o prazer já não cabe mais no corpo e transborda. Literalmente.

Claro que nem todos os exemplos são românticos ou dependem de outra pessoa. Por exemplo?

Quando você vê uma estrela cadente e faz um pedido: Dois segundos que são suficientes para você se sentir o único e sortudo mais especial na vida, dentre 7 bilhões de pessoas.

Ou quando sua mãe lhe diz “eu te amo” e você tem certeza que é o filho mais amado do planeta.

Quando um cachorro lhe dá a barriga para coçar, quando um gato ronrona no seu pescoço. Quando você assopra as velas do bolo e faz um pedido sincero, quando você descobre que vai ser papai.

Quando o primeiro pingo de chuva lhe toca a ponta do nariz, quando você recebe um elogio do seu chefe. Ou um aumento. Ou uma promoção.

Quando o celular toca e é alguém que você gosta muito, quando você toma uma decisão. Quando você assina um documento importante, quando você compra algo que queria muito. Quando seu filho nasce e você ouve o primeiro choro.

Dentre tantos outros quandos, a vida é mesmo uma soma. De todos esses dois segundos que juntos, valem várias eternidades.

Agora SaiDaqui ;) E nunca esqueça de procurar seus dois segundos preciosos em dias comuns.

@amanda_arm dia 20 de dezembro de 2011
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Pois é

Estranho pensar em como as pessoas às vezes mudam completamente.

Claro que pequena parte por conta de terceiros que simplesmente não correspondem às expectativas, e grande parte por culpa delas mesmas: por se deixarem afetar.

Fato é que todo mundo muda, e cada um em seu determinado tempo de fazê-lo. Sempre que lhe é propício, o ser humano busca voluntária ou invonluntariamente fazer diferente. Começar de novo. Tentar de outra forma buscar o que mais lhe satisfaz.

Talvez o moço mais popular do colégio tenha cansado de pegar várias mulheres em uma mesma noite, porque mesmo com a cama sempre preenchida com um novo corpo, a solidão que a insignificância delas lhe trouxe ao longo dos anos tenha mudado suas perspectivas. Quem sabe agora a idéia de encontrar alguém especial, casar e ter filhos pareça certa, bonita e confortável, depois de tanto parecer errada?

E talvez o moço nem tão popular assim, aquele romântico incontrolável que desejou a vida toda encontrar a pessoa certa, construir uma família de comercial de margarina e viver para sempre ao lado de uma única ela, tenha cansado de se apaixonar pelas “elas” erradas e se decepcionar com o amor. E se ele agora acreditasse que amor  não existe, e que essa busca já não vale mais à pena? E se isso lhe acalmar a alma?

Ainda assim, e se nenhum dos dois estivesse errado?

E se não fosse feio mudar de idéia?

Pois é. Não é.

E se a felicidade pudesse ser encontrada de diferentes formas?

Pois é. Ela pode.

NUNCA existiu apenas um caminho a ser seguido:  Vida é essa soma de pequenas decisões que tomamos ao longo dos dias, em cada bifurcação com infinitas possibilidades que nos são oferecidas.

SaiDaqui!

PS: Um comentário adicional para os que assistem a série “How I Met Your Mother”…Todo Ted Mosby tem um Barney Stinson escondido em si. E a recíproca também é verdadeira.

@amanda_arm dia 21 de novembro de 2011
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E agora, o que eu faço?

Roubei mais um excelente texto do @brenoamaro – não me julguem, o cara manda bem.

 

- E agora, o que eu faço?

 

Foi com essa frase que ele começou o dia, foi com essa angústia no peito que ele começou aquela manhã. Mal tinha saído de sua cama quando se deparou com esse questionamento que poderia ser uma das decisões mais importantes de sua vida.

Ele tinha duas opções, cada uma com seus prós e seus contras. Uma escolha poderia levá-lo a um rumo em sua vida, enquanto a outra poderia fazer sua vida tomar um caminho completamente diferente.

Ele sentou, pensou em tudo o que havia vivido até aquele momento, as experiências pelas quais tinha passado, superado e aprendido, lembrou das longas conversas que teve com seu falecido pai, um homem sábio, lembrou dos ensinamentos de sua mãe, uma mulher quieta, mas que sabia passar sempre um ensinamento valioso para seus filhos. Recordou de cada professor com quem havia tido aula.

 

- E agora, o que eu faço?

 

A dúvida não saia de sua cabeça. O sol mal nascia e ele precisava tomar uma decisão que podia ser divisora de águas. O que poderia querer para a sua vida? Ele nunca havia sido bom em decisões. Sempre pedia ajuda para amigos e parentes, mas agora estava sozinho, sem opiniões, sem sugestões, sem conselhos. Estava sozinho no meio de uma ponte sem saber para qual lado ir. Estava em uma estação sem saber qual trem pegar. Estava na beira de um precipício sem saber se pula e aproveita a adrenalina ou se volta com segurança. Estava dentro do tubo sem saber se curtia o tubo ou se voltava pra crista. Estava perdido. Estava sem horizonte.

 

- E agora, o que eu faço?

 

Ele estava atormentado com essa questão. Como fazer? Como resolver? Como solucionar um problema onde cada escolha tem 50% de chances de estar certa se, ao mesmo tempo, tem 50% de chance de estar errada. Talvez nenhuma das duas fosse a correta e a outra a errada, mas apenas uma escolha melhor que a outra. Mas o quanto cada uma era melhor que a outra. Como uma escolha pode ao mesmo tempo se tornar uma renuncia, pois ele queria a primeira opção, mas não queria abrir não da outra. Por outro lado, ele também queria a segunda, mas não se sentia bem desistindo da primeira opção.

 

- E agora, o que eu faço?

 

Ele sabia que era uma decisão urgente. Ele não podia perder tempo, pois isso não era uma opção. Ele precisava urgentemente se decidir entre uma ou outra; entre o que seria melhor para ele e o que ele poderia deixar de lado, sem se crucificar por isso; entre o que, ao final de um longo raciocínio lógico, passional, emocional e filosófico, seria a melhor escolha. E assim ele o fez!

 

- Nem manteiga, nem margarina. Hoje eu vou comer requeijão!

 

SaiDaqui! ;)

@amanda_arm dia 16 de novembro de 2011
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Comprando sentimentos

V= Vendedor
C= Cliente

V: Olá, como posso ajudá-lo?

C: Eu queria comprar sentimentos, por favor.

V: Claro, amigo. Quais que você deseja?

C: Quais que você tem aí?

V: Ah, temos uma grande variedade. Dividimos em categorias, mas de vez em quando, alguém passa e bagunça todo. Mistura amor com ódio, desprezo com saudade, amizade com paixão. Fica uma loucura.

C: Me fala mais desse tal amor, aí.

V: Ah, esse é um caso único. É um dos que mais sai. Até algum tempo atrás, quase não tinha devolução ou troca, mas de uns tempos pra cá, parece que as pessoas passaram a gastar muito rápido. Quase todo dia alguém aparece aqui pedindo pra trocar por um novo ou falando que nunca mais vai querer outro igual. Por outro lado, tem aqueles que ficam satisfeitos e não devolvem nunca mais. Pode ser vendido na unidade, mas recomendamos que seja comprado o par.

C: Interessante. E como que faz manutenção?

V: Depende do modelo que você quer levar. Mas é basicamente com umas ferramentas que a gente oferece aqui também, como carinho, respeito, confiança e, se você não contar pra ninguém, a gente inclui um pouco de luxúria aí também.

C: Bacana. Me interessei. E essa amizade? Como que é?

V: Bom, esse é um caso mais complicado, pois ele dura para sempre, logo tem um valor mais alto. São poucos os casos de clientes insatisfeitos, mas quando acontecem, os clientes trocam por um modelo completamente novo e nunca mais querem saber do antigo. Nunca vi vender em unidade, mas de par pra cima sai um bocado. As crianças são as que mais compram. E antes que você pergunte se tem manutenção, fique tranquilo, que pra manter em perfeitas condições é só não abandonar e manter sempre em uso.

C: Gostei bastante. Mas também me falaram duma tal de saudade que tava em promoção.

V: É, está sempre em promoção, na verdade, mas é porque ninguém nunca quer. As pessoas olham, olham, mas sempre preferem levar outra coisa. A saudade sai muito na troca de outros sentimentos. Tem gente que traz amor ou amizade, por exemplo, pra trocar, mas de tão antigo, não podemos trocar por um novo, apenas por saudade. E saudade não tem troca e dura bastante tempo.

C: Melhor deixar esse pra outra ocasião. E o que você tem naquele corredor escuro?

V: Ah, você nem vai querer saber. Ali estão estocados os sentimentos ruins. Ali tem ódio, raiva, inveja, tristeza, soberba, crueldade e muito mais. Eu não recomendo pra ninguém, mas tem cliente que insiste em visitar aquele corredor e depois sai chutando tudo. Se você realmente quiser, eu até te mostro, mas te garanto que você não vai sair satisfeito.

C: Mas não é bom ter esses sentimentos pra eventuais emergências?

V: Que nada! Pra emergências, a gente tem um kit especial. Ele vem com Bom Senso, Razão, Pensamento Positivo, Esperança e Sorte.

C: Gostei. Vou levar um pouco de cada um. Dá uma caprichada no do amor, porque esse eu quero bastante.

V: Claro, pois não. E é pra agora?

C: Não, é pra sempre.

 

PS: Esse texto não é meu, mas de cara se tornou um dos meus favoritos. Foi escrito por um querido amigo, Breno Amaro.

 

Agora SAIDAQUI!

@amanda_arm dia 1 de novembro de 2011
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Primeiro Beijo

Primeiro beijo é um assunto sério.

Conversando com minha mãe, achamos que pode chegar a ser até mais importante que a primeira transa.

Porque beijar é, de fato, entrar no mundo adulto. Em teoria, amadurecer para a vida sexual. Obviamente, pela insegurança à niveis infinitamente absurdos e a inexperiência, o episodio fica tão marcante na vida de todo mundo.

Episódio esse, com várias alternativas.

Fiz uma enquete no Twitter e recebi as mais variadas respostas. A maioria engraçada, claro. Alguns nem se lembravam direito das histórias para contar. Outros, nojentos. Alguns ainda inusitados. Era um tal de língua que parava no nariz do outro, boca que abria demais, de menos, com muita baba, sem baba nenhuma, com romantismo, com audácia, e todos eles, cheios de insegurança.

O meu por exemplo, foi um mês depois de ter batido no menino. A gente vivia brigando. Um ódio que virou amor, aos 12 anos. Escondido, meio roubado, atrás de uma árvore na quermesse. Era tanta baba que eu fiquei com nojo.

De modo geral, a grande maioria tem uma história de primeiro beijo que ficou marcada. Cega a ser bastante divertido relembrar e compartilhar esses tipos de experiências. Tem para todos os gostos.

Particularmente, acho o beijo a parte mais importante de um relacionamento. Talvez porque ele diferencia amigos de amores. Sexo é importante, eu sei. Mas beijo é crucial.

Demonstração de carinho, de respeito, de sentimento.

Beijar é dizer o que se sente sem usar palavras. É delicioso e causa as mais variadas sensações. Aquele sentimento gostoso ao ver um casal se beijando apaixonadamente e suspirar sem querer.

Aliás, já repararam que casais mais velhos raramente se beijam? Acho chato. Deveriam viver de eternos beijos na boca e apaixonados. E Corega (cola de dentadura) pra que te quero!

Não deixe que beijos se desperdicem. Selinhos, de língua, tímidos, alvoroçados, roubados, longos, molhados, com pressa. Beije mais. Beije muito. Beije para sempre.

E SaiDaqui!

@amanda_arm dia 25 de outubro de 2011
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Inspiração

Inspiração é um negócio meio cinza.
Meio morno, meio amargo. Meio fosco, meio tosco. Meio lusco-fusco, meio furta-cor.

E engraçado. Porque vem sempre que a gente chora. Não necessariamente no sentido   literal, mas quando tem tanta alegria ou tanta tristeza dentro da gente que transborda. Em lágrimas ou palavras.

Porque escrever também é chorar com as mãos o que está engasgado, entalado naquele nó de marinheiro da garganta.

Um jeito de organizar os pensamentos, sempre tão diluviosos de informação. De mostrar para você mesmo, por A + B que os sentimentos ainda valem à pena. A humanidade também. Ou não.

De provar para todo mundo que você está triste. Feliz. Cansado. Indignado. Pensativo. Manhoso. Ou apenas se sentindo um gênio incompreendido.

Inpiração bate quando dá vontade de tocar harpa, cantar, dançar, pintar uma tela, assoviar e chupar cana ou fazer uma tatuagem, tudo ao mesmo tempo, e você não sabe que não dá. aí vira um monte de palavras perdidas, que quando juntas pela agilidade do pensamento e a parte que as mãos conseguem acompanhar, fazem sentido.

Inspiração não tem hora, não tem feeling, não tem raça. Vem no meio da reunião com o chefe chato, da DR com a namorada, quando enconstamos a cabeça no travesseiro. Nos dilúvios imaginários de chuveiro. Na mesa de bar. No conforto do lar. Na rua, na chuva, na fazenda. E numa casinha de sapê.

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 25 de outubro de 2011
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Amor e ponto


Deveria ser simples e vir pronto.
Enlatado, congelado, pré-assado. Ou em fatias. Talvez em cubos.
Nunca muito caro. Que fosse acessível, previsível, indecepcionável.
Que viesse ao avesso, mal passado. Enrugado para que o tempo desamassasse.
Que viesse quebrado, faltando pedaço. E que o conserto fosse fácil, desde que juntos.
Que fosse sempre correspondido. E nunca machucasse.
Ninguém.
Nem ele, nem ela, nem você, nem outrém.
Nada de “para sempres” ou “nunca mais”, mas em compensação, cheio de “agoras” e “talvezes” juntos.
Amor e ponto.
Sem vígurlas, parêntesis ou parágrafos. Sem dúvidas, interrogações ou reticências.
Amor, e ponto.

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 24 de outubro de 2011
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Por um mundo atrás das telas

Faço parte de uma geração que se diz livre, mas que adora cagar ditar regras.

Pior que isso: seres que estão construindo suas vidas em redes sociais, baseando-se pura em simplesmente em suas tão ditas “verdades”. Fazendo dos seus quartos seus próprios e únicos mundos.

Quando a vida real deixa de ser fator principal, e o contato físico com outros seres acaba se tornando incômodo. Gente que vive vomitando regras de como escrever, como tuitar, o que dizer, quando responder….menos de como sair pelo mundo, quebrar a cara e aprender na marra.

Gente essa, que de tanto tentar padronizar a vida alheia, faz tudo errado e deixa tudo acabar em caos.  Seres que pensam estar sempre certos, que não se interessam pelo que os outros pensam ou não dão valor aos sentimentos alheios. Vive numa bolha. No escudo que criou atrás de uma tela de computador.

E sabe o que é pior? Essa vida, TAMBÉM é real. Porque você passa a ser parte de uma realidade onde ficar o dia todo na frente de um computador, de pijama, comendo tudo que há na geladeira e tuitando sobre sua vida perfeitinha é o auge do seu ser.

Dá para ter uma noção do quanto nossa geração é perigosa? Essa, que está construindo e destruindo valores e hábitos.Criando mundos de fantasia, onde não existem problemas e tudo está sempre bem.

Sem exercício físico, sem amigos criados ao acaso, vindos de um tropeção ou uma bola que caiu no vizinho. Aliás, que bola? Mais fácil pegar o controle do vídeogame né? Pipas empinadas por um controle de Wii. Boliche sem precisar sair de casa.

Relacionamentos com beijos na boca apenas imaginários.
Onde vamos parar?

SaiDaqui!

@amanda_arm dia 20 de outubro de 2011
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